A detenção do foragido Antonio José de Lima Ferreira e do mototaxista Elemax da Silva Araújo, após uma perseguição cinematográfica pelas ruas do bairro da Pedreira, por uma guarnição da Rotam, acabou de maneira ruim para duas mulheres, que, ao tomarem conhecimento da prisão dos dois homens, resolveram subornar a guarnição da Rotam, que estava sob o comando do tenente
Carlos.
O tenente Carlos contou ao DIÁRIO que estava em ronda com os cabos Jucivaldo e Werley,] quando recebeu uma ligação anônima no telefone celular funcional, onde um senhor informava que havia um indivíduo foragido da colônia Heleno Fragoso, possivelmente armado, em uma residência localizada no canal do Galo.
“Quando nossa guarnição chegou à casa, eles estavam em fuga utilizando uma motocicleta e iniciamos uma perseguição conseguindo detê-los na Pedro Miranda com a Lomas, tendo Antonio José logo confirmado ser foragido da colônia”, informou o tenente Carlos.
Logo após a detenção, Antonio José forneceu o número do telefone celular de sua esposa Munich Michelline Matos Paixão para comunicar sua prisão, tendo ela comparecido à Central de Flagrantes em companhia de Ellem de Nazaré França dos Santos, que seria esposa do mototaxista Elemax Araújo, detido também na ocorrência.
Enquanto esperavam para ser apresentados na Central de Flagrantes, a funcionária pública municipal Ellem de Nazaré procurou o cabo Jucivaldo da Rotam oferecendo determinada quantia em dinheiro para que a dupla fosse solta sem procedimentos.
Consciente de que os policiais da Rotam iam aceitar a propina, as duas mulheres marcaram o local da entrega do dinheiro na travessa 14 de Abril com a Magalhães Barata e, quando Munich entregou o dinheiro ao cabo Jucivaldo, recebeu juntamente com Ellem de Nazaré voz de prisão por corrupção ativa. A operação foi gravada em vídeo.
Assistidas por um advogado, as duas mulheres foram ouvidas em depoimento pela delegada Rosalina Moraes, mas negaram que os R$542,00 que entregaram ao policial da Rotam seriam para pagar a fiança de Antonio José de Lima Ferreira, cujo crime não permitia fiança, uma vez que ele era foragido e teria que seguir direto para a penitenciária de Americano.
O DIÁRIO teve acesso ao longo depoimento das duas mulheres e a história contada nos seus mínimos detalhes dava para montar pelo menos três capítulos finais da novela Avenida Brasil. No entanto, a delegada Rosalina Moraes não titubeou em autuar em flagrante delito as duas mulheres, que foram encaminhadas ao Centro de Recuperação Feminino no Coqueiro.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar