No início da manhã de ontem, um motorista foi executado com um tiro na cabeça enquanto dirigia um carro modelo Honda Fit, na avenida Brigadeiro Protássio, próximo ao Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém. André Luis Mendes de Souza, 26 anos, voltava de uma festa em um bar, no bairro do Telégrafo, quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta, que começaram a atirar contra o veículo. Na ação, a vítima perdeu a direção do carro e colidiu com um muro que percorre toda a avenida.
“A informação que a gente tem é que o André chegou a discutir com um grupo de homens enquanto estava no bar e após sair da festa foi perseguido por esses dois homens na moto, que começaram a atirar nele desde a avenida Doutor Freitas”, relatou um primo da vítima, que prefere manter o anonimato.
Além de André, a esposa dele também estava no carro. A mulher, que não teve o nome revelado, seguia no banco do carona ao lado do marido, mas segundo familiares, não foi alvejada durante o tiroteio. “Todas as circunstâncias do crime, provam que esse é mais um caso de execução. Além dos bandidos já estarem perseguindo a vítima há algum tempo, todos os tiros foram direcionados apenas contra o motorista”, explicou o delegado Vicente Gomes, da Divisão de Homicídios.
A mulher foi socorrida pelos próprios familiares que chegaram ao local minutos depois do crime. Após os primeiros atendimentos ainda no carro, a esposa de André foi encaminhada para um hospital não revelado pela família. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda foi chamada para prestar socorro a carona, mas assim que a viatura chegou ao local, a muher já tinha sido levado para uma unidade de saúde.
Na cena do crime a polícia encontrou seis munições de pistola ponto 40, arma de uso exclusivo da polícia. De acordo policiais militares, câmeras de segurança instaladas próximo ao Hangar serão usadas na investigação. “O principal trabalho da polícia agora é descobrir a identidade dos bandidos, para se chegar até eles e descobrir as verdadeiras causas do crime”, afirmou o cabo N. Cunha, da 2ª Companhia, do 1º Batalhão da PM. O caso será investigado pela Divisão de Homicídios.
(Diário do Pará)
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