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POLÍCIA

Adolescente é internada e tem morte misteriosa

A morte de uma adolescente no município de Benevides é um mistério para a família. Francielly Nascimento Gonçalves, de 13 anos de idade deu entrada no Hospital Maternidade do Povo, naquela cidade, com febre e dores na perna e no braço, após a aplicação de

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A morte de uma adolescente no município de Benevides é um mistério para a família. Francielly Nascimento Gonçalves, de 13 anos de idade deu entrada no Hospital Maternidade do Povo, naquela cidade, com febre e dores na perna e no braço, após a aplicação de um remédio, ainda desconhecido pela família. A adolescente se retorceu e em questão de minutos morreu.

Segundo a mãe da menina, Luciana Nascimento, a jovem foi internada naquela urgência particular conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS) na última segunda-feira (22), apresentando febre contínua, dores debaixo do braço por conta de um tumor considerado comum, “nascida”, e com fortes dores na batata da perna. “Assim que a levei pra lá, internaram e fizeram alguns exames”.

RECEITA SEM EXAME

Ela já estava sendo medicada e melhorando, mas ainda não se sabia o que realmente tinha. Ontem de manhã, mais ou menos às 5h15, ela pediu para chamar a enfermeira, identificada como Sandra, pois ela não estava se sentindo bem, sofria de fortes dores na barriga e então a funcionária chamou o médico, conhecido como Anderson. “Ele sequer chegou a examinar a minha filha, ele não passou da porta do quarto. Dali mesmo ele receitou uma medicação e disse que aquilo iria resolver. Logo que essa enfermeira aplicou o remédio, ela virou as costas e a minha filha começou a se entortar toda. De repente vi os lábios dela brancos e desmaiou. Chamei a enfermeira, e pelo pulso, ela verificou que não havia mais batimento. Ainda Chegaram a colocar balão de oxigênio e até chamar uma ambulância, mas não deu tempo, ela já estava morta”, disse Luciana, ainda um pouco abalada, aparentemente sem acreditar no acontecimento.

PRESSA EM SAIR

De acordo com a genitora da adolescente, tanto o médico como a enfermeira foram logo embora. “Ele também nem esperou ver a reação da minha filha. Já ‘tava’ largando o plantão. Até agora também não sei qual o nome do remédio que aplicaram na Francielly”, reclamou.

Para comunicar de fato o óbito da menina, um médico conhecido da família foi acionado e verificou, dentro do hospital, que a menina havia de fato morrido em questão de minutos. “Quando ele chegou, examinou e disse que não tinha mais jeito. A minha filha já havia morrido”, enfatizou Luciana, mãe da menina. “Às 5h40 ela recebeu a medicação e às 6h ela já estava morta”.

De acordo com a mulher que possui mais outros quatro filhos, ninguém do hospital a procurou para falar sobre o motivo da morte da menina, tampouco, a medicação que lhe foi injetada.

A equipe de reportagem do DIÁRIO procurou o Hospital, em busca de informações sobre a morte da menina, mas segundo algumas funcionárias da recepção, nem o médico, enfermeira e diretora do Hospital não estavam no momento. Além disso, elas não estavam autorizadas para falar com a imprensa sobre o caso.

SILÊNCIO

Ainda assim, durante o resto do dia de ontem, até o fechamento do jornal, a equipe tentou contatar com a diretora Márcia daquela urgência, mas através do número de telefone concedido pelos funcionários, o telefone chamava e não era atendido.

Moradora do bairro da liberdade, Francielly era a quarta dos cinco filhos de Luciana e cursava a 5ª série do ensino fundamental. Uma amiga da menina falou um dia antes com ela, prometendo que iria visitá-la ontem. “Ainda falei com ela. Disse para ela que se Deus quisesse, ela iria sair ainda hoje (ontem). Ela chegou a dizer que me amava. Éramos muito apegadas. Todo mundo do colégio ficou abalado com a notícia. Até agora não consigo acreditar que perdi minha amiga”, desabafou uma amiga de Francielly, também adolescente.

O corpo da menina foi encaminhado para o Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”. O caso foi registrado na Unidade Integrada de Polícia de Benevides. “Assim que sair o laudo da perícia, eu vou tomar as minhas providências”, disse a mãe.

(Diário do Pará)

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