Um táxi bateu uma motocicleta às 6h30 de ontem, no cruzamento da avenidas José Bonifácio com governador José Malcher, bairro de São Brás. O semáforo abriu, e o motociclista que estava esperando, ao avançar, foi batido pelo táxi que vinha com velocidade. Com o choque, o motociclista caiu já que o seu veículo foi projetado para o asfalto.
Com a queda, o rapaz que disse se chamar Fabrício, funcionário de uma indústria de alimentos, sofreu forte baque em uma das pernas e ficou com suspeita de fratura. Logo, uma guarnição da PM, que fazia ronda no local, atendeu ao acidente. Uma ambulância foi acionada, porém a vítima pediu para ser levada para um hospital particular, no bairro de Fátima.
O motorista do táxi, que retornou ao local do choque, foi quem levou o motociclista ao hospital solicitado. A CTBel e a perícia do Detran, foram chamados ao local dos fatos.
TORTURA
Quatro policiais militares lotados no 10º BPM de Icoaraci, foram autuados anteontem à noite, na Decrif – Delegacia de Crimes Funcionais, das Corregedorias Integradas do Sistema de Segurança Pública, acusados do crime de tortura.
Segundo o delegado Eloi Fernandes Nunes, diretor da Decrif, os acusados prenderam 3 rapazes, como suspeitos de um roubo, foram interrogados, porém negaram a autoria do delito. Nesse interrogatório, ocorrido em local não informado, é que teria ocorrido a tortura.
Os rapazes foram apresentados na Delegacia do Patrimônio de Icoaraci, porém, as vítimas do tal roubo lá se encontravam e não os reconheceram como participantes do delito. Por isso, a Polícia Civil resolveu liberá-los.
Ocorre que a família de um dos suspeitos já havia acionado a Corregedoria, denunciando a tortura. Assim, uma patrulha da PM foi até a delegacia e ali prendeu os 4 milicianos, apresentando-os na Decrif, onde a situação foi examinada e, diante das provas, ocorreu o flagrante, tendo os acusados, já no dia de ontem, sido encaminhados para o presídio Anastácio das Neves, em Americano.
Na manhã de ontem, estranhamente, os nomes dos acusados não foram fornecidos para a imprensa. Tentamos ouvir o coronel Braga, corregedor militar, mas ele nos encaminhou para a Decrif.
Lá, o delegado Eloi Fernandes, disse que não tivera acesso ao procedimento e não poderia informar os nomes. Só sabia mesmo dos fatos, devido ter ouvido o relato verbal da delegada que presidira os autos, mas ela estava de folga, no momento.
(Diário do Pará)
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