Apesar de nem ter alcançado a maioridade, já era apontado pela polícia como autor de diversos crimes, entre homicídios, roubos e envolvimento com o tráfico. Um adolescente de dezessete anos foi executado com seis tiros no final da noite da última quarta-feira, na rua do Canal do Galo, entre a travessa Vileta e a rua do Acampamento, no bairro da Sacramenta, em Belém.
Conforme o cabo PM Anselmo, da viatura 9108, da 1ª Companhia (Cia) / 1 º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o criminoso estaria de bicicleta no momento que abordou o jovem para matá-lo.
“Uma testemunha informou que uma pessoa em uma bicicleta foi quem efetuou os disparos, mas ninguém soube dizer quem era. Aqui ninguém fala nada. Até o momento não temos informações sobre a identificação desse suspeito e nem a motivação do crime, mas acreditamos que seja algum acerto de contas”, falou.
PERIGOSO
De acordo com o policial, além de estar envolvido com o mundo do crime desde muito cedo, estava foragido do Centro de Internação do Adolescente Masculino (Ciam) por homicídio.
“Ele era um assaltante bastante perigoso aqui na área. Trabalhava para o tráfico, tinha envolvimento em diversos roubos, era foragido do Ciam por homicídio. Inclusive, ele também teria envolvimento em vários homicídios cometidos por aqui”, disse o policial.
Uma equipe de policiais civis da Divisão de Homicídios, comandada pela delegada Cláudia Guedes, esteve na cena do crime, conversando com familiares e prováveis testemunhas do crime, no intuito de encontrar uma hipótese de investigação para o caso.
TATUAGENS
Peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves realizaram o serviço de levantamento de local e constataram que a vítima foi alvejada por seis disparos espalhados por peito, cabeça, braço e costas. Pelo corpo do jovem foi possível encontrar diversas tatuagens com significados variados.
Uma delas, a chamada “tatuagem de palhaço”, referida a quem é “matador de polícia”, outra do peixe carpa, que simboliza os assaltantes, entre outras. Mesmo com a vida que costumava levar, que acabou prematuramente de forma violenta, ainda trazia consigo a frase “Fé em Deus” tatuada no braço esquerdo.
CONSELHOS
A avó da vítima, que não teve o nome revelado, foi ao local e não teve condições de conversar com a nossa equipe. Ela passou mal e foi amparada por moradores. O avô dele, Carlos Alberto, contou que o neto era orientado a sair do mundo do crime, mas nunca ligava para os conselhos.
“A gente sempre conversava com ele. A minha esposa sempre o aconselhava, dizia para ele sair desta vida. Todo mundo da família falava o mesmo, mas ele nunca nos ouvia e acabou assim. Agora é só lamentar o que a gente já esperava que fosse acontecer”, desabafou.
O corpo dele foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) e o caso foi registrado na Seccional Urbana da Sacramenta.
(Diário do Pará)
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