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POLÍCIA

Familiares de policial morto pedem justiça

Dor, tristeza e muita emoção. Familiares e amigos se reuniram na manhã de ontem (25) na capela de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no bairro da Pedreira, em Belém, para se despedirem do investigador de Polícia Civil, José Luiz Maia Pojo, 50 anos de i

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Dor, tristeza e muita emoção. Familiares e amigos se reuniram na manhã de ontem (25) na capela de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no bairro da Pedreira, em Belém, para se despedirem do investigador de Polícia Civil, José Luiz Maia Pojo, 50 anos de idade, morto na tarde da última quarta-feira, vítima de baleamento durante um assalto no sábado passado.

Dezenas de pessoas, dentre familiares e amigos de profissão, delegados e policiais civis estiveram presentes nos últimos momentos com o investigador que estava há oito anos na polícia e já havia passado por várias cidades do interior do Estado, como Goianésia do Pará, Bannach, Ourilândia do Norte, Redenção e Rio Maria.

Viúvo e pai de uma filha de 17 anos do primeiro casamento, Maia, que completaria mais um ano de vida amanhã (27), morava junto com a atual companheira, Maria do Céu Silva, 42, cerca de dez anos e não possuíam filhos. “Um homem responsável e muito prestativo. Um ótimo pai, filho, companheiro e amigo. Uma pessoa maravilhosa e que vai deixar muitas saudades”, lembrou a cunhada, Alda Maria.

A esposa de Maia, como era mais conhecido, estava muito abalada, atordoada. Ela recebia palavras de consolo de parentes e pessoas mais próximas à família que a cercaram na tentativa de abrandar a dor que sentia. “Está sendo muito difícil mesmo”, limitou-se a viúva de Maia, em silêncio e com o olhar tristonho ainda meio atordoado com tudo que estava acontecendo.

Assim também a mãe de José, Juliana Pojo, a idosa que perdeu o filho mais velho. “Ele era um filho muito presente. Falei com ele pela última vez na sexta-feira, dia antes do assalto, depois de então, ele ficou hospitalizado e estou vendo agora”, desabafou.

De acordo com familiares, a única filha que Maia deixou, passou muito mal com a morte do pai. Foi necessário ser amparada e levada para uma urgência.

O sepultamento do policial civil foi ontem a tarde, no cemitério São Jorge, no bairro da Marambaia, em Belém.

BOA CONDUTA

Além de vários parentes, muitos delegados e outros policiais civis que trabalharam junto ao investigador que era lotado na Delegacia do Decoville, bairro do município de Marituba, mas fazia parte atualmente da equipe de plantonistas da Seccional Urbana de Marituba, foram dar o último adeus ao policia. Para o escrivão Paulo Sérgio Frad, a perda do colega de trabalho abalou toda a categoria de policiais. “Após o fato, todos ficaram ressentidos, estão dando apoio nas investigações em busca do segundo suspeito, já que o primeiro já está preso. Desde que ele foi trabalhar lá em Marituba, após passar por alguns municípios, sempre nós dávamos muito bem. Ele mesmo dizia que não tinha nenhum interesse em se mudar do bairro onde morava. Era um ótimo profissional”, disse.

“Maia era um policial muito querido, que deu a vida por vários anos pela profissão. Os vizinhos deram boas referências dele. Tive pouco contato com ele, mas o que sei é que nada pode ser revelada de má fama”, revelou o diretor da Decrif, Eloi Fernandes, recentemente também alvo de criminosos em tentativa de assalto, que felizmente não sofreu, além de abalos emocionais, nenhuma lesão física.

O delegado geral de Polícia Civil, Nilton Athaíde, também compareceu ao velório de Maia. Para ele, a morte do policial é o reflexo da criminalidade alastrada em todo o país. “Lamento o que aconteceu. Isso reflete uma situação que enfrentamos no dia a dia, que é a violência nacional”, comentou. “Sabemos que o fato foi uma emboscada, Maia foi surpreendido com a ação dos marginais, sem possibilidade de defesa. Mas a polícia continua investigando o autor do crime com a identificação já revelada. E isso é uma questão de tempo”, ratificou.

Um dos envolvidos no baleamento, motivo pela morte do investigador, Daniel Pereira de Souza, de apelido “Topete”, foi preso ainda em flagrante no mesmo dia, sábado, acusado de ter dado fuga ao atirador com identidade ainda preservada pela polícia.

(Diário do Pará)

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