Ficou um par da sandálias e a bicicleta amassada. O corpo de Maramaldo Nunes Cordeiro, 65 anos, foi atirado aproximadamente 15 metros adiante após ser atropelado no quilômetro 02 da Alça Viária, em Marituba, enquanto se dirigia de bicicleta pelo acostamento da rodovia para comprar adubo para a própria horta. Segundo testemunhas, o condutor do Corsa Classic do tipo Sedan, cor preta, tentou fazer uma manobra arriscada na curva, por isso atingiu o aposentado, que morreu na hora. O atropelamento ocorreu por volta das 16h30 de ontem, mas os peritos do Instituto Evandro Chagas só chegaram ao local por volta das 19h.
O motorista, Luiz Francisco da Silva, não fugiu do local e não aparentava sinais de embriaguez. Entretanto, não quis conversar com o DIÁRIO. Os parentes da vítima, por sua vez, num coro só, disseram que houve imprudência por parte do condutor. “Todos os dias o meu sogro ia comprar adubo pra horta dele. Ele vinha pelo acostamento quando foi atingido. E pelo local que parou o carro em relação à posição que ficou o corpo o motorista deveria estar a pelo menos 160 km/h”, afirmou o autônomo Cristóvão Souza Alves.
“A vítima ia no sentido BR/ posto da PRE quando foi atingido. Agora é muito complicado a pessoa ser atropelada à tarde e só ser removida à noite. Pelo que eu soube não houve outros homicídios à tarde, então não sei porque demorou tanto”, reclamou o sargento Alcides, do 21º BPM, VTR 9636. O condutor foi encaminhado até a Seccional de Marituba aonde prestou esclarecimentos. Para revolta da família, Luiz Francisco foi liberado, e, a menos que o resultado da perícia aponte outros caminhos, ele deve ser indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
(Diário do Pará)
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