A ausência de agentes carcerários e a completa falta de estrutura no prédio e na ala carcerária da Delegacia de Polícia Civil de Tucumã facilitou, mais uma vez, a fuga de quatro elementos de alta periculosidade, em Tucumã. A fuga ocorreu na semana passada, por volta das 17h, logo após o encerramento do horário de visita aos presos. Os elementos Renato Silva Rodrigues, Tedson Evangelista Costa, Kelven Souza da Silva e José Rodrigues da Silva passaram o dia serrando uma barra da grade do teto da área de sol, durante o período da visita e ameaçavam os outros presos e as visitas para não contarem o que estavam fazendo. A fuga segundo a polícia ocorreu no final do horário da visita período em que a área de sol fica aberta para o corredor das celas.
Os fugitivos são autores de roubo à mão armada e furto, sendo que José Rodrigues da Silva era foragido da cidade de Assaré, do Estado do Ceará, e havia sido preso em uma blitz da Polícia Militar. E numa busca pelo sistema de segurança na Depol, feita pelo delegado Lenildo Mendes, o mesmo constatou que havia uma preventiva contra José Rodrigues da Silva, por roubo daquela cidade. Os outros meliantes haviam sido presos por delitos praticados em Tucumã.
Uma das principais deficiências da carceragem da Depol de Tucumã é a precariedade da estrutura predial e a completa falta de agentes carcerários do sexo feminino e masculino para proceder às revistas femininas em mulheres que visitam os presos. Vale ressaltar que os três investigadores que trabalham na Depol fazem o serviço de agentes carcerários, dificultando o trabalho de investigação dos crimes ocorridos.
Por não oferecer a garantia de que os presos não conseguiriam fugir, constantemente os presos de Justiça são encaminhados para o presídio de Redenção. A área da cadeia como de toda a estrutura do prédio da delegacia está comprometida devido a infiltrações na estrutura de concreto.
(Diário do Pará)
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