A semana começou com mais uma madrugada violenta na Grande Belém. Por volta das 3h de ontem, um homem identificado apenas pelo prenome de André, foi executado com cerca de dez tiros na cabeça enquanto saía de uma festa de aparelhagem, em uma casa de shows, no bairro da Cidade Velha, próximo ao porto do Sal.
Segundo testemunhas, a vítima estava na companhia de um primo e mais dois amigos, quando foi abordada por dois homens armados, que efetuaram os disparos na frente de várias pessoas. “Foi muito rápido. Os bandidos se aproximaram do rapaz e, do nada, começaram a atirar. Foram dez disparos no total. Na hora, foi uma correria geral aqui na rua, tanto que, mesmo de cara limpa, ninguém aqui consegue identificar os bandidos. Só sei que eles fugiram numa moto”, relatou um taxista, que prefere manter o anonimato.
Para a polícia, o crime possui todos os indícios de mais uma execução ligada a dividas com o trafico de drogas. “Como, de acordo com testemunhas, os bandidos não roubaram nada e foram logo efetuando os disparos na cabeça da vítima, tudo leva a crer que esse é mais um crime motivado por ‘acerto de contas’. Além disso, os peritos também encontraram um saco com cerca de 20 petecas de cocaína no bolso de André, fato que só confirma a hipótese”, afirmou o sargento Teixeira, da 1ª Cia do 2º Batalhão da PM.
No local, pessoas que estavam junto com a vítima na festa, que preferem não se identificar, disseram que André morava no bairro da Cremação e costumava frequentar a casa de shows para vender os entorpecentes. “Ele era acostumado a vender ‘noia’ aqui no Palmeiraço. A prova disso está no bolso dele. Olhem só, cheinho de petecas de cocaína”, comentou uma mulher. “Eu mesmo já o vi vendendo droga lá dentro da festa várias vezes”, denunciou um taxista que trabalha próximo à casa de shows.
Policiais civis da Divisão de Homicídios, sob o comando do delegado Eduardo Rollo, estiveram no local. Segundo os investigadores, apesar de os indícios de acertos de contas ser o mais provável, outras linhas de investigação não serão descartadas durante o inquérito. “O nosso dever é investigar e nunca limitar nossa investigação a este ou aquele ponto de vista”, relatou um investigador da DH.
O caso será investigado pela Seccional Urbana da Cremação.
(Diário do Pará)
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