O juiz Raimundo Moisés Alves Flexa deve decidir na quarta-feira (31) o destino do conteúdo do depoimento policial federal Fernando Luiz da Silva Raiol, sobre a morte da missionária norte-americana Dorothy Mae Stang.
Caso decida pelo indeferimento, a versão do policial será arquivada. Contudo, se deferido, servirá de elementos da revisão criminal que pretende ajuizar para anular a condenação do fazendeiro, segundo explicou um dos advogados de defesa dos fazendeiros, Arnaldo Lopes.
De acordo com o promotor de justiça Edson Souza, alguns dos fatos ditos novos, na realidade já eram conhecidos da Justiça. Para o promotor, o advogado de defesa pretende criar um fato novo para anexar à revisão criminal que pretende ingressar.
Edson afirmou ainda que por se tratar de um policial e conhecer o tripé - Judiciário, Ministério Público e Advogados - que forma a Justiça, Raiol não procurou as autoridades à época e só agora apresentou os fatos.
ENTENDA O CASO
Acusado de ser um dos mandantes da morte da irmã Dorothy, Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como "Taradão", chegou a ser preso, porém, foi solto em agosto deste ano por determinação do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O alvará de soltura foi encaminhado pela 1ª Câmara Criminal Isolada do Tribunal de Justiça do Pará para a superintendência do sistema penitenciário.
Além de Galvão, Vitalmiro Bastos de Moura, o "Bida", também foi condenado sob a acusação de ser um dos mandantes do assassinato.
A missionária Dorothy Stang foi morta em fevereiro de 2005, na região de Anapú, distante cerca de 700 km de Belém. O motivo, segundo a Promotoria, foi a disputa por terras com fazendeiros da região.
(DOL com informações do TJPA)
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