Já está preso Renan Wilson Lima Garcia, apelidado de “Relof”, 23, acusado de assassinar, no dia 12 de setembro, o desafeto Alan Kardec da Silva Correia, 29, com vários tiros à queima roupa. O crime aconteceu diante de várias pessoas, dentro do bar do Seu Jorge, localizado no complexo da praça do Marex, em Belém.
A delegada que investigou o caso, Claudia Renata Guedes, da Divisão de Homicídios, afirmou que diante do resultado das investigações e depoimentos de testemunhas que iniciou desde quando o crime aconteceu, há exatos 48 dias atrás, Renan seria o executor de Alan, e o motivo seria uma suposta dívida no valor de R$ 500,00 que a vítima devia para Renan.
“Ambos eram parceiros no crime. Haviam sido presos juntos no ano passado por tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Alan devia certa quantia em dinheiro para Renan, que havia emprestado para comprar droga enquanto estava preso. Assim que Renan saiu da cadeia, passou a ameaçar e cobrar via telefonemas, mensagens por celular, afirmando as ameaças fazendo menção para o ‘ferro’, que na linguagem criminal significa arma e o ‘café’ que seria a dívida, ou seja, a droga. Até recados obtivemos a respeito do futuro crime. Na verdade, Alan já se sentia ameaçado logo que saiu da prisão. Ambos também moravam juntos, mas depois que foram presos e soltos, por causa da dívida, se distanciaram”, contou Guedes. A dívida com o desafeto não foi perdoada, motivo pelo qual Renan teria executado Alan, mais conhecido como “Alfa”.
Ainda de acordo com Claudia, no dia do crime, uma testemunha que presenciou a ação criminosa reconheceu o acusado e disse à polícia todos os passos do executor. “A testemunha foi essencial. Nos contou que viu o assassino dentro de um carro preto, parado próximo ao bar onde Alan estava assistindo uma partida de futebol. Ele teria descido do veículo, se aproximado da vítima e efetuado vários disparos com um revólver calibre 38, todos em direção a cabeça do rapaz , à queima roupa, sem dar a menor chance de defesa. Foi uma afronta, pois ele não se importou com a presença de outras pessoas que estavam também naquele estabelecimento”, detalhou a delegada. “Trata-se de uma pessoa de alta periculosidade, destemida. Fez tudo de ‘cara limpa’”, afirmou.
Para a polícia, o acusado nega o crime, mas, segundo Guedes, as evidências foram determinantes para o cumprimento da prisão preventiva de Renan, que havia sido expedida no dia 16 deste mês. “Com a detenção do acusado, encerram-se as investigações sobre o caso. Já está preso à disposição da Justiça Renan, indiciado por homicídio doloso mediante traição”, concluiu a delegada Claudia Guedes, que presidiu o inquérito.
(Diário do Pará)
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