Uma briga de casal terminou em morte, na madrugada de ontem, no bairro do Bengui, em Belém. A dona de casa Andressa Cristina da Costa Moraes, 23 anos, foi encontrada morta, em cima de uma cama, após ser agredida pelo companheiro Ramires da Silva Lobo, 24, na casa da avó do acusado, localizada na rua São Miguel, próximo a rua Yamada. “Eles estavam discutindo feio, mas eu não sabia que ia chegar a esse ponto. Eu ainda cheguei a ver o Ramires batendo nela com o estrado da cama, mas quando fui até o quarto onde eles estavam para me meter na briga e pedir para ele parar, ela já estava morta”, revelou a avó de Ramires.
Segundo ela, o casal começou a briga porque o companheiro da vítima teria se irritado com os choros da filha do casal, uma criança de um ano e sete meses. “A briga começou por causa do choro da menina, mas na verdade ele já estava irritado há muito tempo, pois estava alterado pelas drogas. Eu não vou mentir, ele usava drogas sim. É isso que tem destruído a vida dele. Quando ele fuma essas porcarias ele fica transtornado. Tanto, que chegou ao ponto de tirar a vida da própria esposa e fugir, tomando um rumo ignorado”, lamentou a mulher.
A denúncia da avó foi confirmada por outros familiares. De acordo com a mãe de Ramires, Cilene Laura da Silva, além de ser dependente químico, o acusado também tem envolvimento com o tráfico de drogas e atualmente está foragido da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, no município de Santa Izabel. “Devido a esse envolvimento dele com o tráfico, ele acabou sendo preso e foi levado para a Colônia. Mas lá, a situação dele piorou ainda mais, pois mesmo preso, ele continuou usando drogas. Tanto, que ele revelou que está devendo dinheiro para um monte de traficantes de lá”, afirmou a mãe.
A mulher revelou ainda que o filho havia recebido um indulto do Círio, para passar o feriado com a família, mas não retornou para a penitenciaria com o fim do período estipulado pela Justiça. “Como ele não retornou para a Colônia, ele estava na situação de foragido e por isso ficava para lá e para cá, se escondendo da polícia. A residência dele mesmo era no Guamá, mas de vez em quando, para despistar, ele aparecia aqui na casa da avó”, explicou.
Familiares de Andressa estiveram no local e afirmaram que o acusado costumava ser violento com a vítima. “Na nossa família todo mundo sabia da fama dele, tanto que todos eram contra a união deles. Foram várias as vezes que a tia dela e outros parentes davam conselho para ela deixar desse homem, mas ela insistia nessa história. Olha só no que deu”, comentou uma cunhada da vítima.
(Diário do Pará)
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