Policiais civis da Seccional Urbana de Mosqueiro cumpriram, nesta quinta-feira (1º), mandado de prisão preventiva de Cristiano Lindy Jesus Damasceno Piedade, 18 anos, de apelido “Careca”, autor do assassinato de Maria Lúcia Bentes, 57 anos, em 16 de julho deste ano.
A vítima foi encontrada já sem vida com sinais esfaqueamento, baleamento e espancamento pelo corpo, no interior de sua casa, um barraco de madeira, no bairro do Sucurijuquara, área da Baía do Sol, naquele distrito. A prisão do acusado foi decretada com base nas provas obtidas durante as investigações. Durante as investigações, amostram de sêmen coletados, durante a perícia de local de crime, foram fundamentais para a identificação do autor do crime.
O trabalho de investigações foi realizado pela equipe formada pelos policiais civis Alves (chefe-de-operações da Seccional) e Miguel Ângelo, e escrivão Anderson Luiz, sob comando do delegado Magno Costa, diretor da Seccional. A equipe policial apurou que a vítima tinha envolvimento amoroso com o acusado e que, na noite do crime, esteve com o criminoso em sua casa.
O corpo da vítima passou por perícia de sexologia forense no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, durante a qual foram coletadas amostras de DNA. As investigações mostraram ainda que a vítima foi morta em decorrência de um tiro de arma caseira, de calibre 28. Antes de morrer, a mulher chegou a travar luta corporal com o agressor.
Durante as investigações, testemunha ouvida em depoimento relatou à equipe policial ter ouvido o acusado comentar na rua que havia matado uma mulher a tiros. Alguns dias após o crime, o acusado, até então na condição de suspeito do homicídio, foi preso em flagrante por assalto. Ele foi levado à época à perícia, onde passou por coleta de sangue, cujo resultado deu positivo em relação à compatibilidade genética com o esperma encontrado no corpo da vítima. Com base na prova, foi solicitada à Justiça a prisão preventiva do acusado, cuja ordem de prisão foi decretada pela Comarca de Mosqueiro.
Ao ser interrogado sobre o homicídio, o acusado inicialmente negou aos policiais o crime, porém, ao serem apresentadas as provas, por meio do laudo pericial, Cristiano acabou por confessar o crime.
Testemunha relata que ele teria deixado objetos de roubo na casa da vítima e que uma câmera fotográfica teria desaparecido do local, o que teria motivado o crime. Pelo relato, Cristiano estaria bêbado e teria travado luta corporal com a vítima. Em seguida, sacou a arma, que portava, e desferiu um disparo, espancou e esfaqueou a vítima. Por outro lado, o acusado alega outra motivação. Ele conta que teria sido ameaçado de morte por quatro homens caso não matasse a vítima com quem mantinha envolvimento amoroso. O corpo ficou desfigurado por causa das agressões físicas. Após o crime, ele se lavou em um igarapé perto da casa, onde, segundo o acusado, teria jogado a arma caseira. Agora, “Careca” permanecerá recolhido para responder ao crime de homicídio triplamente qualificado perante à Justiça.
(Agência Pará)
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