Decididamente, a droga chegou aos mais pacatos recantos deste Estado, passando a ser um caso de combate sem fronteiras. Municípios cujas ocorrências em décadas passadas eram apenas de brigas de vizinhos e furtos de aves hoje têm que conviver com o tráfico cada vez mais aberto e combatido pelas polícias Civil e Militar.
Em Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó, a guarnição do sargento Uchoa com os cabos Nascimento, Reis, Melo e soldado Teles conseguiu desmontar uma boca de fumo no bairro do Aeroporto, comandada por um homem qualificado como Martin de Sousa Pamplona.
A prisão foi possível depois que pessoas incomodadas com o entra e sai de viciados acionaram a Polícia Militar e, na ronda, observou-se um movimento de pessoas exagerado. Com apoio da Polícia Civil, foi feita a abordagem, tendo a princípio o indiciado negado.
“Após efetuarmos uma revista, encontramos, no quarto de Martin, 15 petecas de pasta base de cocaína, aproximadamente 50 gramas de pasta base de cocaína, um celular, R$237,00 em cédulas e mais R$21,00 em moedas, dinheiro este do movimento da venda de entorpecente”, informou o sargento Uchoa.
MATERIALIDADE
Martin de Sousa Pamplona foi detido e apresentado à delegada Priscila Pereira, que, de posse da materialidade do crime, autuou o homem por tráfico de drogas com base na Lei do Entorpecente.
Interrogado, Martin Pamplona disse que chegou a Cachoeira do Arari há cerca de um ano e que trouxe de Belém a droga encontrada dentro de seu kit net, tendo vendido algumas petecas antes de ser preso. Ele negou que fosse traficante e disse que era a primeira vez que estava sendo preso.
“Eu sou de Belém e não sou nem usuário, estou muito arrependido do que fiz”, disse Martin de Sousa Pamplona, fato contestado pela Polícia Militar, que vinha monitorando a casa há algum tempo, e pelas denúncias de vizinhos que não suportavam a movimentação estranha na casa.
(Diário do Pará)
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