Uma idosa de 60 anos, foi presa acusada de participar de um esquema de falsificação de documentos e com aproximadamente 15 certidões de nascimento com nome de mulheres também idosas dos anos 30 e 40, além de CPF e carteira de trabalho falsificados. Na casa de Maria de Lourdes da Silva Almeida, que mora no conjunto Sevilha, no bairro Parque Verde, também foram encontradas correspondências da Previdência Social que cobravam documentos das vítimas.
Presa pela Polícia Civil na tarde de ontem, a acusada pretendia falsificar uma carteira de identidade com a sua foto, usando o nome de Constância Cardoso, apresentada na certidão. Mas acabou sendo reconhecida pelos funcionários do posto, em Icoaraci, já que no mês de outubro, Maria de Lourdes retirou o mesmo documento com o nome de Raimunda dos Santos Pereira.
De acordo com o delegado Jeferson Gualberto da Delegacia de Patrimônio, depois de ser reconhecida, funcionários confirmaram a fraude pelas impressões digitais da idosa que constavam na mesma identidade tirada em outubro. “Ela tentou negar, mas foi comprovado. Usando fotografias diferentes ela tentava enganar as pessoas no posto, ao qual era a segunda vez que ela ia para tirar o mesmo documento, mas acabou sendo reconhecida”.
Através da confirmação das digitais, a equipe de investigadores Nilson e Moisés se dirigiu até a residência de Maria de Lourdes, onde o crime também foi confirmado pelo filho da acusada, que passou a ser uma testemunha. “Ele confessou que a mãe está envolvida com as falsificações e ressaltou que a família tentou tirar a idosa dessa situação. Foi na casa que a polícia encontrou diversos documentos, mesmo depois dela inventar vários endereços até falar o verdadeiro”, acrescentou o delegado.
Ainda conforme as investigações, Jeferson ressaltou que esses documentos devem ser repassados para chefes de quadrilhas especializadas em fraudes de empréstimos bancários, cartões de banco e benefício social.
A Polícia Civil apurou ainda que em junho deste ano a idosa ficou presa durante uma semana pelo mesmo crime e foi liberada através de alvará de soltura. Desta vez, a acusada foi autuada por supressão e uso de documento alheio, falsidade ideológica e falsificação de documento.
(Diário do Pará)
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