Mais um crime entra para as lamentáveis estatísticas de homicídios ocorridos na Grande Belém. Sem chances de defesa, foi assassinado com quatro tiros em frente a uma igreja, no início da madrugada de ontem, Abdiel Miranda Fialho, conhecido pelo vulgo “Rabide”, de 19 anos. Segundo testemunhas, dois homens em uma moto efetuaram os disparos e fugiram. O caso foi na Rua Teotônio Vilela, no bairro do Parque Verde. A polícia não tem pistas dos autores do crime.
Policiais militares da 4ª Companhia (Cia) / 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foram acionados pelo Centro Integrado de Operações (Ciop 190) e a viatura 9318, dos cabos da PM Miranda e Robledo deslocou-se para atender uma ocorrência de baleamento no endereço, mas ao chegarem ao local a vítima não havia resistido aos graves ferimentos, e acabou morrendo.
O cabo PM Robledo revelou que a vítima seria envolvida com o tráfico de drogas. “Algumas testemunhas informaram que dois homens em uma motocicleta seguiram a vítima, que estava sozinha na rua, efetuaram os disparos e fugiram. De acordo com algumas informações coletadas aqui no local, ele seria envolvido com o tráfico de drogas”, explicou.
O policial relatou ainda que até a madrugada de ontem, não havia informações que pudessem levar a identificação dos suspeitos de envolvimento no caso. O modelo da motocicleta, cor e placa do veículo também não foram identificados.
SEM DEFESA
Uma equipe de peritos do Instituto de Criminalística do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foi acionada para realizar o levantamento de local de crime. Conforme as análises do perito criminal Nazareno Melo, a vítima não teve chances de defesa.
“Ele foi alvejado por quatro disparos. Encontramos dois no rosto, um na região escapular, ou seja, nas costas, e um no peito. Pelo o que constatamos, ele não teve chances de defesa. As características são de execução e a arma usada foi um revólver calibre 38”, esclareceu.
Policiais da Divisão de Homicídios, comandados pela delegada Maria Cristina Esteves, acionados pelo Ciop, compareceram na cena do crime e coletaram informações sobre as circunstâncias dos fatos.
INIMIGOS
Familiares da vítima pouco falaram sobre o caso. A irmã do rapaz, Ádria Miranda, disse que ele tinha inimigos, mas desconheceria quem poderia ter sido o mentor do crime.
“Eu não morava com ele. Quando cheguei, ele já estava morto. Meu irmão tinha inimigos por aí. Teve desavenças com algumas pessoas, mas não sei se ele estava sendo ameaçado por alguém e quem pode ter feito isso”, declarou.
(Diário do Pará)
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