Foi preso, na madrugada de ontem, Dennys Andrade Monteiro, 23, e um adolescente de 15 anos foi apreendido, após roubarem um carro no bairro da Pedreira, em Belém. Policiais militares perceberam atitudes suspeitas e perseguiram o veículo. No cruzamento da travessa Humaitá com o canal do Galo os dois tentaram fugir, mas foram capturados.
O sargento PM Paulo Dias, da viatura 9142, da 2ª Companhia (Cia) / 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), disse que a guarnição estava em ronda ostensiva quando notou movimentação suspeita do veículo, modelo Ford Ka.
“O carro ultrapassou um semáforo em alta velocidade e resolvemos segui-lo. Eles abandonaram a vítima e seguiram até o cruzamento da travessa Humaitá com o canal do Galo, depois abandonaram o carro, jogaram a arma de fogo no canal e tentaram escapar, mas conseguimos detê-los”, explicou.
VALENTE
Dennys, depois de encarcerado nas dependências da Central de Flagrantes da Seccional Urbana de São Braz, virou “valentão”. Tentou agredir nossa reportagem e os profissionais da imprensa que cobriam o caso, e fez gestos obscenos com os dedos das mãos. Ele só ficou mansinho depois que foi contido por policiais civis. Dennys foi indiciado pelo delegado Eden Bentes por crime de roubo.
HOMICÍDIO NAS COSTAS
Quando foi apreendido, o adolescente além de ter confessado participação no roubo do carro, assumiu a autoria de um homicídio cometido na madrugada do último dia 30 de outubro, na esquina da Travessa Timbó com a Rua Nova, bairro da Pedreira.
Segundo ele, a vítima, o mototaxista Emiliano Nonato Moura, 19, estaria lhe ameaçando e já teria tentado lhe matar pelo menos duas vezes. A vítima foi alvejada por três disparos, sendo um na cabeça, um no peito e outro no punho.
“Eu o matei porque ele estava me ameaçando. Tivemos uma briga durante um jogo de futebol na rua e desde então, ele vinha tentando me matar. Tentou duas vezes, mas não conseguiu. Comprei a arma por R$500,00. Consegui o dinheiro quando eu trabalhava em uma oficina”, disse.
Ele detalhou como o surpreendeu no dia do crime. “Ninguém veio me falar onde ele estava. Eu mesmo o vi, fui até a esquina e o matei. Ele estava armado também, mas a arma dele não disparou. Atirei logo na cabeça dele. Ele caiu. Peguei a arma dele e dei mais dois tiros”, falou.
SEM ARREPENDIMENTO
O adolescente finalizou dizendo que não se arrependeria de fazer tudo outra vez. ”Depois que eu o matei dois dias depois a polícia me encontrou. Fui para a seccional na Pedreira, mas me soltaram. Não me arrependo do que fiz. Se eu tivesse que matá-lo outra vez, eu o mataria. Mataria também qualquer pessoa que ficasse me ameaçando e ou que estivesse tentando me matar”, concluiu.
Ele foi conduzido para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data) onde prestaria depoimento à Polícia Civil.
(Diário do Pará)
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