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POLÍCIA

Menina de quatro anos morre afogada em rio

Tragédia. Talvez essa palavra sempre remeta a situações em que várias pessoas perdem a vida ou algo assim, mas certamente ela é a mais perfeita para traduzir o que ocorreu ontem com Katia Cirlene de Souza Almeida, que viu a própria filha, Vitoria Yasm

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Tragédia. Talvez essa palavra sempre remeta a situações em que várias pessoas perdem a vida ou algo assim, mas certamente ela é a mais perfeita para traduzir o que ocorreu ontem com Katia Cirlene de Souza Almeida, que viu a própria filha, Vitoria Yasmim, de apenas quatro anos, cair na água próximo dela, que mergulhou atrás junto a várias outras pessoas. Mas apesar da solidariedade extrema não conseguiram alcançar o pequeno corpo da menina. Essa lamentável cena da vida real foi vivida às margens do rio Guamá, entre os municípios de Nhangapí e Bujaru, mais precisamente próximo ao porto da Paz, por volta do meio dia de ontem.

DESCUIDO
“Eu tinha acabado de dar comida pra ela e fui dar banho no meu outro filho menor, de um ano e nove meses. Eu só percebi ela cair na água, um pouco atrás de mim. Imediatamente eu arredei meu filho menor e pulei atrás, e aí um monte de gente pulou pra ajudar. Mas eu não quis ficar muito lá porque lembrei do meu filho e voltei pra margem. Não queria perder mais um”, relatou a mãe.

O Corpo de Bombeiros de Santa Izabel chegou ao logal cerca de três horas depois do ocorrido. Por volta das 18h, quando o DIÁRIO chegou ao local, a mãe ainda estava a beira do mesmo rio, imaginando como a filha estaria. “Eu acho que ela está sentadinha no fundo do rio”, disse com a boca umedecida pelas lágrimas. Vez ou outra ela repetia que não teve culpa, que não foi irresponsabilidade dela. “Não tive culpa da minha filha ter morrido assim”, repetia e repetia, quase como um mantra.

ÚLTIMOS PASSINHOS

A balsa se aproximava carregada de carros, uns mais pesados que os outros, e pessoas, umas mais apressadas que as outras. A mãe dava banho no filho às margens do rio, na rampa onde por onde carros e pessoas sobem à terra firme quando os caminhões comessaram a sair da embarcação. Com a pressão do veículo sobre a água ao descer da rampa ,uma onda se formou, forte o suficiente para atingir a perna da garota, fazê-la se desequilibrar e cair.
“A maré estava cheia e muito forte. Acredito que assim que o corpinho dela caiu, a marezia deve ter levado ela pra longe, , por isso ninguém conseguiu achar.

Foram momentos de muito desespero, até que a gente perdeu a esperança que ela tivesse viva, e passamos a trabalhar pra ao menos encontrar o corpo”, relatou um dos bombeiros civis voluntários, que preferiu não se identificar.

Apesar dos esforços do tenente Kitarrara, sem equipamentos adequados e sem uma equipe especializada as primeiras buscas foram infrutíferas. Até o fechamento dessa edição o corpo da menina estava sendo procurado por uma equipe preparada para esse tipo de missão, que enfrentam a dificuldade de fazer buscas muitas horas após o ocorrido, e à procura de um corpo bastante pequeno. “Mas nós encontraremos”, garantiu o tenente
(Diário do Pará)

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