O desocupado Edson Azevedo Farias, de 23 anos, carimbou seu passaporte na pior das hipóteses para o purgatório após ter virado “cavalo do cão” e arrombado uma igreja católica não dispensando nem as imagens de santos reverenciados por católicos, da Paróquia do Divino Espírito Santo no município de Abaetetuba na região do Baixo Tocantins.
O rapaz foi preso pela guarnição do sargento Lobo, cabo Gomes e soldado Santos pertencentes ao efetivo da 27ª Zona de Policiamento sob o comando dos capitães Nogueira e Adriano, depois que uma representante da paróquia esteve na Delegacia de Abaetetuba registrando o fato.
Relatou a vítima que foi acionada por vizinhos informando que um homem havia entrado no Centro Juvenil da Igreja ocasião em que teria furtado alguns objetos de seu interior e que, porém, havia sido detido, quando saia do local do crime por uma equipe de policiais militares acionados pelos vizinhos.
“Quando eu peguei as chaves e entrei na igreja encontrei o telhado arrombado por onde o ladrão entrou e dei por falta de pratos, copos, DVDs e algumas imagens danificadas e outras embrulhadas para serem levadas pelo rapaz”, relatou a representante da igreja.
BRABO
A maior surpresa veio depois de Edson Azevedo Farias mesmo detido passou a ameaçar as pessoas que o seguraram até a chegada da Polícia Militar dizendo que iria voltar e matar todos. “Ninguém sabe o tipo de cachaça que ele bebeu”, disse uma das testemunhas da ameaça.
O apresentante do flagrante, soldado Santos disse que fazia ronda juntamente com o cabo Gomes e sargento Lobo na viatura 5910 quando foi acionado via Ciop para atender uma ocorrência no bairro do Francilândia e quando chegaram Edson Farias já estava dominado por populares e a materialidade do flagrante no terreno da igreja configurando o crime que o levou para cadeia.
Ao delegado Fernando Bezerra Lima de plantão na Delegacia de Polícia Civil de Abaetetuba, Edson Azevedo de Farias muito rebarbado declarou que não iria responder a nenhuma pergunta da autoridade policial e que somente o faria quando estivesse na frente do juiz.
Mediante este direito constitucional o delegado Fernando Bezerra depois de adverti-lo sobre o que dispõe o artigo 186 do Código Penal Processual, mandou o escrivão encerrar o flagrante, recolhendo Edson Azevedo de Farias a cadeia pública até pronunciamento da justiça.
(Diário do Pará)
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