Os integrantes de uma quadrilha que pretendia assaltar uma agência bancária em São Félix do Xingu, sudeste do Pará, foram presos em uma ação conjunta entre policiais civis e militares, nesta segunda-feira (12).
Um deles foi o comerciante Gilson Gomes de Sousa que confessou em depoimento, a participação no esquema nesta terça-feira (13), sendo o mentor do assalto conhecido como “sapatinho”, no qual familiares do gerente do Banco do Brasil do município foram sequestrados, enquanto o bancário foi coagido a pagar mais de R$ 500 mil de resgate.
A Delegacia de São Félix do Xingu efetuou as prisões logo após receber informação de que bandidos haviam sequestrado a família do gerente. Segundo relato do gerente, os bandidos invadiram a sua casa e ali fizeram reféns a esposa e o filho de 5 anos, que foram levados no carro do gerente para uma mata.
Os bandidos levaram os reféns para a estrada conhecida como Vicinal Aciole. Os policiais avistaram uma caminhonete saveiro que trafegava no sentido contrário. Antes da abordagem, os ocupantes do carro saíram em fuga para dentro da mata ao ver os policiais, abandonando o veículo.
Depois da troca de tiros, os policiais passaram a fazer barreiras de fiscalização nas estradas da região, durante as quais, um carro tipo Fiat foi abordado. No interior do veículo, havia água e mantimentos que serviriam para dar suporte material no cativeiro. Elvécio Pereira Sobrinho, que conduzia o carro, foi preso. Com o cerco policial, os criminosos abandonaram o local em que mantinham os reféns.
A esposa e o filho do gerente foram libertados e saíram em fuga até serem resgatados pelos policiais civis e militares, e levados à Delegacia. A esposa do gerente do banco foi ouvida em depoimento e confirmou a Polícia Civil que alguém estaria levando água e alimentos para o cativeiro. Essa pessoa era Elvécio, que confessou, em depoimento, a participação no crime. Ele delatou o envolvimento no crime de Gilson Gomes de Sousa, comerciante da cidade, como o mandante e idealizador do sequestro.
A delegada, mediante autorização da Promotoria de Justiça da cidade, fez a prisão de Gilson, que já era conhecido da Polícia. As investigações prosseguem para localizar os demais membros do bando. As buscas envolvem as Polícias Civil e Militar. A Superintendência Regional do Araguaia Paraense, por meio do delegado Clóvis Bueno, determinou que o Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), de Redenção, por meio do delegado Lúcio Flávio Filho, assumisse o inquérito policial do caso. Os presos responderão por extorsão mediante sequestro com roubo dos telefones celulares das vítimas, e ainda por tentativa de homicídio contra o policial militar e formação de quadrilha ou bando, do Código Penal. (Agência Pará)
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