Policiais civis e militares, mesmo em número reduzido no município de São Félix do Xingu, conseguiram frustrar um assalto no estilo “sapatinho” do qual foram vítimas a esposa e o filho de cinco anos de um gerente do Banco do Brasil, sequestrados na noite desta terça-feira (13). Os criminosos queriam R$520 mil para liberar a família, que ficou por dez horas em poder do grupo.
O caso foi comunicado à delegada Claudilene Maia, que designou o investigador Soter Mesquita e o subtenente Rodrigues, do destacamento de São Félix do Xingu, que deflagraram uma megaoperação, conseguindo desmantelar a organização criminosa, libertando os reféns e prendendo dois dos sequestradores.
Segundo a delegada Claudilene Maia, a família do gerente foi levada para uma área de mata na vicinal Aciole, enquanto o restante do bando pressionava o gerente para o pagamento do resgate, na ordem de R$520 mil. “De posse desta informação, o investigador Soter, juntamente com o sargento Edvaldo e soldado Laerte, foi para a vicinal e, no trajeto, eles se depararam com um veículo suspeito, tendo seus ocupantes se embrenhado no mato”, informou a delegada Claudilene Maia.
No carro, uma Saveiro preta, foram encontradas 42 munições intactas de calibre 12, uma munição de calibre 9 mm, dois coldres, três balaclavas, roupas, uma lanterna, além de uma espingarda calibre 12. As buscas continuaram com barreiras. Outro veículo, um Fiat Palio branco, foi abordado e dentro dele foram encontrados mantimentos que serviriam para dar suporte ao cativeiro.
Temendo o pior, os sequestradores liberaram a esposa e o filho do gerente do banco, que foram resgatados pelos policiais civis e militares.
No Fiat Palio estava Elvécio Pereira Sobrinho, de 28 anos, sendo iniciada uma verdadeira caçada ao restante do bando. Na ação, um oficial da Polícia Militar foi alvejado na região da barriga, mas não corre risco de morrer.
Interrogado, Elvécio Pereira Sobrinho confessou a participação no delito e delatou ainda Gilson Gomes de Sousa, comerciante da cidade, como sendo o mentor da ação criminosa.
Diante do fato, por determinação da delegada Claudilene Maia e com a anuência do promotor de justiça da cidade, foi preso Gilson Gomes de Sousa, que, segundo a Polícia Civil, é um velho conhecido em atividades criminosas, tendo montado um supermercado na cidade depois que cumpriu pena por um assalto ao banco Bradesco em 2011.
Por determinação do superintendente do Araguaia paraense, delegado Clóvis Bueno, o Núcleo de Inteligência da Polícia Civil de Redenção, através do delegado Lúcio Flávio, vai presidir o inquérito e continuar as buscas ao restante do bando, que se encontra embrenhado no mato.
Os dois presos serão autuados por extorsão mediante sequestro e roubo dos celulares da vítima, além de formação de quadrilha.
(Diáriodo Pará)
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