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POLÍCIA

Bandidos assaltam banco em Capitão Poço

Uma quadrilha dinamitou a agência do Banco do Brasil em Capitão Poço e destruiu parte do estabelecimento, na madrugada de ontem. O bando trocou tiros com a Polícia Militar, em frente ao quartel da corporação, e fugiu durante perseguição, usando um automóv

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Uma quadrilha dinamitou a agência do Banco do Brasil em Capitão Poço e destruiu parte do estabelecimento, na madrugada de ontem. O bando trocou tiros com a Polícia Militar, em frente ao quartel da corporação, e fugiu durante perseguição, usando um automóvel em chamas como obstáculo de contenção à captura. Segundo o tenente-coronel Oliveira, comandante da Companhia Independente da Polícia Militar (10ª CIPM), que esteve à frente das ações de combate desempenhadas pela corporação desde a madrugada de ontem, dois delitos foram cometidos simultaneamente: enquanto uma parte do bando dinamitava o banco, a outra chegou ao quartel da PM e deu os tiros, o que levou os oito homens de plantão a revidar da mesma forma. “Felizmente ninguém saiu ferido, mas tivemos que agir em legítima defesa diante de sete a oito bandidos armados. Ao todo, eram uns 15 bandidos”, explicou o comandante, que mostrou parte da munição despejada pelos ladrões durante o tiroteio.

Após a troca de tiros, os bandidos saíram em disparada, enquanto os outros elementos, que haviam explodido a agência bancária estavam mais adiantados, já na estrada, faltando apenas terminar de executar a fuga, que foi concluída com o incêndio de um Gol branco, no meio da PA- 436, após a segunda parte atravessar o ponto, deixando apenas a polícia isolada.

Diante do automóvel em chamas, a polícia ficou impedida de prosseguir busca e os bandidos fugiram no sentido de Ourém. Durante todo dia, equipes da Perícia Criminal e do Comando de Missões Especiais (CME) estiveram em Capitão Poço fazendo levantamento e informaram que só após a conclusão das investigações mais detalhes serão divulgados.

Participam do trabalho cerca de 80 pessoas, entre COE, ROTAM e GRAESP, além de guarnições da DRCO e GPE. “Aposto que juntos conseguiremos a captura desses bandidos”, conclui o tenente coronel Oliveira.

O assalto mexeu com os moradores da cidade, acordados com os estampidos de centenas de balas que cruzaram os céus de Ourém na madrugada de ontem.

“A gente quer saber direito o que aconteceu. Fica um disse me disse, por isso eu venho aqui para saber o que aconteceu direito”, argumentou a dona de casa Divanir Costa de Miranda, 48 anos, em frente à agência bancária. “Fiquei pasma ao ver que foi só isso. Pensava que tinha ido tudo para os ares, mas foi só por dentro, as paredes ficaram e o teto também”, concluiu.

PREOCUPAÇÃO

A notícia de um novo assalto a agência bancária no interior do Pará – o primeiro ocorreu na madrugada de segunda-feira (12) - no intervalo de 24 horas deixou a diretoria do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá preocupada. De acordo com a presidente da instituição a categoria vive apreensiva pela iminência de novos casos.

“A sensação de medo é generalizada. A exemplo da população, os bancários se sentem vulneráveis à violência, especialmente, onde é perceptível a falta de investimentos em segurança”, avalia Rosalina Amorim.

Dados do próprio sindicato apontam o registro de 30 assaltos efetivados e oito tentativas em todo o Estado, apenas em 2012, uma média de mais de três ações criminosas a agências bancárias por mês. “Considerando que em 2011 foram 30 assaltos efetivados e nove tentativas durante todo o ano e que em apenas dois dias tivemos dois casos. O dado é alarmante”, dispara a representante da categoria.

Diante dos episódios recentes, o Sindicato promete procurar a Secretaria do Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) para avaliar novas ações de segurança para o setor. Três encontros já teriam ocorrido, visando inclusive a pressa na sanção da lei estadual que prevê a montagem de ‘biombos’ que impedem a completa visão das operações feitas nos caixas (sancionada pelo governador em outubro). “Agora a pressão será para que as leis já existentes possam ser cumpridas, sobram queixas aqui no sindicato sobre o descumprimento de medidas de segurança como a presença de portas giratórias, monitoramento em vídeo, detector de metais, blindagem das fachadas no caso de Belém e Ananindeua. A expectativa é para ampliação dessas medidas de segurança”, ressaltou.

Procurado pelo DIÁRIO, o diretor de Polícia do Interior da Polícia Civil, Sílvio Maués, informou que não poderia atender a reportagem porque estava fora da cidade. A assessoria de imprensa do Banco do Brasil (BB) informou que até às 18 horas de ontem as informações do local ainda eram escassas. Uma equipe composta por membros de diferentes departamentos foi destacada para avaliar as perdas do banco.

O BB frisou o alívio pela notícia de apenas perdas materiais, ninguém saiu ferido durante a ação criminosa, e disse que, a exemplo de outras situações, a equipe não medirá esforços em colaborar com as investigações.

(Diário do Pará)

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