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POLÍCIA

Lista de autoridades cai na mão de criminosos

A Polícia Civil do Pará deu um grande passo para começar a desmantelar um esquema altamente criminoso que estava sendo perpetrado contra 1.200 autoridades no Estado tanto no Executivo como Legislativo e principalmente o Judiciário. A operação “Mont

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A Polícia Civil do Pará deu um grande passo para começar a desmantelar um esquema altamente criminoso que estava sendo perpetrado contra 1.200 autoridades no Estado tanto no Executivo como Legislativo e principalmente o Judiciário.

A operação “Montepio” deflagrada pela Delegacia de Repreensão a Crimes Tecnológicos através da delegada Beatriz Silveira conseguiu mostrar que um banco de dados com informações privilegiadas de autoridades do Pará estava circulando em mãos criminosas.

A operação resultou na prisão de sete golpistas que mantinham um quartel general na cidade de Praia Grande, no Estado de São Paulo, e de posse da lista usavam nomes de advogados conhecidos para enviar correspondências a juízes, procuradores de Estado, promotores de Justiça, auditores fiscais, militares das Forças Armadas e professores da rede estadual, alegando que eles tinham valores em dinheiro a receber de indenizações ou pecúlios.

As informações obtidas pela quadrilha eram de causar inveja a qualquer empresa ou escritório de advocacia organizados. Eles enviavam correspondências às possíveis vítimas informando que teriam determinado valor a receber e com muita “lábia” conseguiam que depositassem em contas valores referentes a percentuais da quantia que seria recebida a título de honorários.

Para se ter uma idéia da gravidade do ato criminoso, cinco pessoas no Pará chegaram a cair no golpe dos criminosos. Duas delas depositaram valores de R$ 30 mil e R$ 92 mil e as demais, quantias de R$ 5 mil. “Pelas investigações, os golpistas tinham à sua disposição informações que deveriam ser sigilosas, como dados pessoais, endereço atualizado, salários, e-mails e até números de telefone celular de autoridades do Judiciário” afirma a delegada Beatriz Silveira da DRCT.

O golpe começou a ser investigado depois que a presidente do Tribunal de Justiça do Estado desembargadora Raimundo Noronha, recebeu uma carta dos golpistas. Através de uma parceria do TJE, Associação dos Magistrados do Pará com a Polícia Civil foi possível desmontar o esquema criminoso.

As informações que, segundo a Polícia Civil ainda estão “voando” pelo país afora, possibilita que, com base nelas, os criminosos forjem cartas com timbres oficiais e usem nomes de advogados conhecidos no Pará para dar aparência de autenticidade aos documentos.

Muitos dos chamados “benefícios” que a modernidade traz está a Lei de Acesso à Informação que tem despertado preocupação em muitos juízes e desembargadores que estão com seus nomes nas mãos de criminosos. “Eles coletam informações na internet e vão montando banco de dados que são vendidos para quadrilhas especializadas em golpes” avisa a delegada Beatriz Silveira.

O delegado-geral da Polícia Civil no Pará Nilton Jorge Barreto Athayde informou que a Polícia Civil já dispõe do Núcleo de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, cujo objetivo é atuar na repressão a esses tipos de crimes, com base nas investigações e monitoramento dos acusados, identificando os bens adquiridos por meio das fraudes para bloqueio na Justiça até comprovação de origem do mesmo.

Os golpistas presos pela DRCT do Pará foram indiciados pelos crimes de estelionato, falsificação de documentos públicos e privados, falsidade ideológica, formação de bando ou quadrilha, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro. 42 contas bancárias dos golpistas já foram identificadas e bloqueadas para futuro reembolso de suas vítimas.

(Diário do Pará)

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