Uma troca de tiros entre policiais militares e um acusado de homicídio terminou em morte, na manhã de ontem, no bairro Dom Aristides, periferia de Marituba. Otávio Lopes da Silva, 19 anos, foi baleado com um tiro na cabeça e outro no abdômen após reagir a uma abordagem da PM, que tentava realizar uma prisão em flagrante. Após o baleamento, o jovem ainda foi socorrido e levado para o hospital Augusto Chaves, mas não resistiu aos ferimentos e morreu minutos depois de chegar à unidade de saúde.
De acordo com o tenente PM Alessandro, que esteve à frente da ação, Otávio já tinha varias passagens na polícia pelos crimes de roubo, porte ilegal de arma, tráfico de drogas e homicídio. Além disso, era considerado um dos homens mais procurados de Marituba após se envolver em um baleamento de um policial da Ronda Tática Metropolitana, no mês de setembro.
“Esse Otávio, ou ‘Tavinho’ como era conhecido na cidade era um elemento de alta periculosidade e a prova disso é a sua extensa ficha suja que possui na polícia. Um dos últimos crimes dele, foi há dois meses quando baleou um cabo da Rotam dentro de um ônibus aqui mesmo em Marituba”, afirmou o tenente que atua na 22ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp).
A troca de tiros que levou à morte do acusado começou quando Otávio foi flagrado caminhando sozinho pela rua Fernando Baia. Segundo a polícia, ao avistar a viatura da PM, o acusado invadiu uma casa do bairro e começou a atirar contra a guarnição, usando um revólver calibre 38. “Devido a gravidade da situação, os policiais precisaram revidar a ação, e na troca de tiros, o acusado acabou levando a pior”, explicou o sargento PM Fernandes, da viatura 8207.
Familiares da casa invadida pela vítima estiveram na seccional urbana de Marituba para prestar depoimento sobre o caso, mas não quiseram falar com a imprensa. Segundo alguns policiais militares, um dos moradores da casa teria envolvimento com o acusado, mas a suspeita foi desmentida pelo delegado José Paulo de Almeida, que afirmou que apenas um morador da residência será ouvido. ”Nós só vamos ouvir um morador da casa, mas ele não será autuado. Pelo contrário, o rapaz será usado como testemunha no inquérito”, garantiu o delegado responsável pelo caso.
(Diário do Pará)
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