A Polícia Civil desarticulou um esquema criminoso de desvio de sinal de internet do Navegapará em Uruará, sudoeste do Estado. Três servidores estaduais foram presos em flagrante, na terça-feira (20), acusados de desviar, para uso em benefício próprio, o sinal administrado pela Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa). A ação fez parte da operação “Gato Net”, coordenada pela superintendência da Polícia na região do Xingu.
Nas casas dos servidores e no estabelecimento comercial de propriedade de um dos envolvidos – cujos nomes não foram divulgados –, foram apreendidos aparelhos para acesso à internet sem fio, usados na recepção do sinal. Os acusados foram indiciados pelo crime de furto, que por lei é afiançável. Todos pagaram o valor de fiança e foram liberados para responder ao processo criminal. As prisões resultaram de investigações feitas na região para apurar o esquema detectado pela Prodepa.
Segundo o delegado Cristiano Nascimento, que atua na região, a Prodepa detectou que estava ocorrendo o furto do sinal de internet em Uruará. No decorrer da apuração, a equipe policial identificou que o vazamento vinha de um órgão estadual no município. Ainda segundo as investigações, o desvio foi feito por um funcionário público que tinha acesso à senha de conexão à internet. “O procedimento foi feito de forma irregular e sem o conhecimento da Prodepa”, informou o delegado.
"Autuamos essas pessoas em flagrante por furto. Como a pena máxima do crime é de quatro anos de prisão, por lei, elas tiveram o direito de pagar fiança arbitrada por mim e todos foram liberados para responder em liberdade”, explicou o delegado.
O fato foi comunicado ao juiz de direito da Comarca de Uruará, Vinícius de Amorim Pedrassoli, e ao Ministério Público, com pedido de continuidade das investigações por meio de inquérito e também para prosseguimento do processo criminal na Justiça. “Conseguimos suspender o sinal da Prodepa no município temporariamente, para cancelamento do sinal via rede sem fio", explica o delegado.
Segundo ele, as investigações prosseguem para chegar a outras pessoas envolvidas no esquema. Pelo menos 25 pessoas podem ter sido beneficiadas com o esquema, por meio de compra do sinal desviado pelos acusados. "Sabemos que o desvio foi feito via rede de internet sem fio, o que torna mais complicada a investigação. Por isso, suspendemos o sinal para que, quem tivesse comprado ilegalmente o acesso à internet, ficasse sem acesso. Foi colocada uma senha de bloqueio”, explicou.
Segundo o delegado, não há suspeitas sobre os diretores dos órgãos estaduais de onde os servidores são oriundos. "Os funcionários aproveitaram o fato de terem acesso ao sistema Navegapará para, assim, desviar o sinal para suas casas. Esses servidores vão responder a processos criminais, que serão encaminhados ao Poder Judiciário”, concluiu.
(Agência Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar