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POLÍCIA

Dependente química é presa com petecas de cocaína

Policiais militares do motopatrulhamento prenderam, na madrugada de ontem, uma mulher suspeita de comercializar entorpecentes na feira do Bengui, em Belém. De acordo com PM, Ruth de Fátima Gomes, 28 anos, foi flagrada no momento em que tentava vender 12 p

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Policiais militares do motopatrulhamento prenderam, na madrugada de ontem, uma mulher suspeita de comercializar entorpecentes na feira do Bengui, em Belém. De acordo com PM, Ruth de Fátima Gomes, 28 anos, foi flagrada no momento em que tentava vender 12 petecas de pasta base de cocaína no mercado do Bengui, que fica localizado na feira livre do bairro. “ A gente seguia em ronda normal pela área, quando avistamos a acusada em atitude suspeita e resolvemos fazer a abordagem. Nisso, ela demonstrou muito nervosismo e antes de concluir a revista, ela acabou confessando que estava comercializando drogas no local”, explicou o soldado Gerson Costa, da 4ª Cia do 1º Batalhão da PM.

Encaminhada para a Seccional Urbana da Marambaia, a mulher afirmou a versão apresentada pela polícia e disse que já vende os entorpecentes há oito anos. “Eu entrei no mundo do tráfico por conta do meu vício. Sou usuária desde os 20 anos, e não consigo parar de usar. Apesar de já ter tentando parar várias vezes, o vício é mais forte e eu acabo voltando para as drogas. Por isso eu resolvi vender. É uma forma mais barata de estar perto das drogas sem gastar muito. Eu vendo e uso ao mesmo tempo”, alegou a jovem.

Durante o depoimento, a polícia verificou que Ruth já responde na Justiça pelo mesmo crime e que essa seria a terceira vez que a jovem é presa por envolvimento com o tráfico de drogas. “O fato é que a droga é mais forte do que eu e por isso eu acabo sendo vítima também, entende. Não acho certo eu ser presa apenas por 12 petecas de cocaína. Ao invés de me levarem para a prisão, tinham que me levar é para um centro de tratamento contra drogado isso sim”, declarou.

Após os procedimentos legais na seccional, a mulher foi encaminhada para o Centro de Recuperação Feminino, em Ananindeua, onde vai aguardar a decisão da Justiça. O caso foi registrado pela delegada Loyana Selma Nogueira.

(Diário do Pará)

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