Uma quadrilha que assaltava bancos pelo estado do Pará foi apresentada na tarde de ontem na Delegacia Geral. Ao todo seis pessoas foram presas acusadas de serem responsáveis por dois assaltos cometidos este ano nas cidades de Tucumã, sudeste do Pará e São Félix do Xingu, sudoeste do Estado.
Elvécio Pereira Sobrinho, Gilson Gomes de Sousa, Rodrigo Sousa da França, Ronaldo Rodrigues de Sousa, Alexandre Dias Paes e Joabi Martins Rodrigues faziam parte da quadrilha que já estava acostumada a realizar esse tipo de crime pelos municípios do interior e foram trazidos para Belém durante o dia de ontem. Mais dois integrantes, Kenniscley Carvalho da Costa e seu pai, Dusdete Carvalho, 61 anos, que também tem envolvimento com os assaltos estão presos no interior do Estado.
A quadrilha é acusada de ter cometido os crimes do “vapor”, modalidade muito usada para invadir bancos com o auxilio de explosivos, e do “sapatinho”, quando os assaltantes fazem a família do funcionário do banco de refém, até que a quantia desejada seja entregue para o bando.
Segundo a Polícia Civil, o mentor de um dos crimes, o comerciante Gilson Gomes e seu comparsa Elvécio, ambos de São Félix do Xingu, eram quem passava as informações para que os crimes fossem articulados. Após essas duas prisões, foi possível que a polícia chegasse a mais um membro do bando, Kenniscley, que foi reconhecido pela vítima do crime e estava escondido em uma fazenda próxima ao centro urbano de São Félix do Xingu. “Eles possuem diversas passagens pela polícia, a maioria por crimes de roubo e receptação”, explica o delegado Cláudio Galeno do Núcleo de Inteligência Policial (NIP).
Os outros três membros da quadrilha que ainda estavam foragidos foram presos em Ourilândia do Norte e já estavam prestes a fugir para o estado da Bahia. “A investigação mostrou que a quadrilha usava como apoio e esconderijo a chácara de Dusdete na zona rural de Ourilândia do Norte”, comentou o delegado Galeno. Ele ainda afirmou que Dusdete era o responsável em fornecer apoio logístico e esconderijo para a quadrilha. Na casa de Dusdete foi apreendido uma espingarda calibre 20, um revólver calibre 38, cartuchos, munição e uma moto-serra.
Conforme o delegado Galeno, o bando planejava fugir para a Bahia, no momento em que houve a prisão do grupo. “Realizamos intenso trabalho de campo, e fizemos a vigilância dos foragidos”, disse o delegado. A prisão deles foi realizada em parceria com a Polícia Civil de Tocantins.
Para a polícia, o bando conseguia mapear os locais indicando acessos e possíveis rotas de fuga. De um dos assaltos, na agência bancária de Tucumã, foram levados cerca de R$ 300 mil em dinheiro. Só em 2011, mais de 50 assaltantes de banco foram presos no Estado.
(Diário do Pará)
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