Policiais civis cumpriram nesta quinta-feira (22) mandados de prisão preventiva expedidos pela Vara de Combate ao Crime Organizado, depois que foi revogada a decisão que pôs em liberdade os seis principais líderes da organização criminosa que comanda o tráfico de drogas em Barcarena, na região do Baixo Tocantins. Eles haviam sido presos em 31 de maio deste ano, junto com mais 47 pessoas, na operação policial "Tribus", considerada a maior ação policial já feita no Estado.
O nome da operação é uma referência à aparelhagem de som "Tribo Som", com a qual era feita a lavagem de dinheiro obtido com a venda de drogas na cidade. Foram expedidos seis mandados de prisão, dos quais três foram cumpridos. Estão novamente sob a custódia do Sistema Penitenciário do Pará, à disposição da Justiça, os acusados Antônia Barros Maia, conhecida como "Dona Antônia"; Maxi Maia Corrêa, o "Max", e Ana Cleide da Silva Melo, ou "Aninha".
Os outros três líderes da organização criminosa - Deivis Maia Corrêa, de apelido "Deivinho"; Carlos Maia Corrêa, conhecido como "Papagaio", e Jozilene da Conceição Correia, conhecida como "Lene" - conseguiram fugir no momento em que os policiais civis chegaram a Barcarena. Eles já são considerados foragidos da Justiça.
"Deivinho" e "Papagaio" são considerados criminosos perigosos e apontados como os grandes líderes da organização criminosa. Segundo o delegado Mac Dowell Fortes, do Núcleo de Apoio à Investigação de Abaetetuba, a revogação da decisão que pôs os criminosos em liberdade é uma vitória para a Justiça e para as pessoas de bem da região.
"A população barcarenense estava desacreditada e com uma forte sensação de impunidade", salientou, informando que "Deivinho" e "Papagaio" continuam sendo procurados, até serem presos. "Estamos de olho nas atrocidades que eles vêm cometendo aqui e não permitiremos que elas se repitam", asseverou o delegado.
(Agência Pará)
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