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POLÍCIA

17 mortes violentas em Parauapebas e Marabá

Nas últimas 48 horas, o Instituto Médico Legal de Marabá necropsiou 17 corpos. A maioria vítima de homicídios, segundo a polícia. Entre os crimes, dois irmãos foram assassinados, mais um mototaxista, cujos crimes têm relação com o tráfico de drogas ou ass

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Nas últimas 48 horas, o Instituto Médico Legal de Marabá necropsiou 17 corpos. A maioria vítima de homicídios, segundo a polícia. Entre os crimes, dois irmãos foram assassinados, mais um mototaxista, cujos crimes têm relação com o tráfico de drogas ou assaltos.

A matança começou cedo. Na sexta (23), foi baleado mortalmente Muriel Ferreira de Sousa, de 19 anos. Ele trafegava numa moto quando duas pessoas de capacetes brancos numa moto CB-300 começaram a atirar.

Segundo um amigo da vítima, de prenome Bruno, que estava na garupa da moto, os matadores efetuaram vários disparos. Muriel tentou se livrar dos algozes e pilotou a moto em direção à praça da Folha 16, sendo que saltou do veículo, pulou cercas e muros, porém foi abatido a tiros pelos pistoleiros, enquanto Bruno conseguiu escapar ileso.

Os matadores continuaram agindo e, por volta das 23h30, a polícia localizou os corpos de um adolescente e de Wendedison Silva Costa, 30. Ambos foram mortos com tiros na cabeça e estavam com as mãos amarradas para trás na Estrada de Ferro Carajás (EFC), às proximidades de um viaduto.

Homens armados de pistola, em um gol branco, sequestraram o adolescente e Wendedison, que estavam trafegando numa moto 150cc vermelha, às proximidades da rotatória da Folha 15, Nova Marabá, jogando-os dentro do carro. Em seguida, os sequestrados foram localizados mortos. Na Folha 23, na madrugada, foi assassinado Claudinei Lima de Almeida. O pistoleiro matou a vítima na porta da casa dela na Folha 23, Nova Marabá quando este saía para conferir uma notícia de que o irmão dele, “Diego”, havia sido assassinado e acabou tendo o mesmo fim.

Outra vítima dos “anjos da morte” foi o ex-presidiário Jonathan de Sousa Pinto, 27 anos. Ele foi morto com vários tiros em crime que aconteceu na Folha 16, Nova Marabá, na madrugada, por volta das 2h de sexta-feira (23). Todas as cinco vítimas de homicídios em Marabá tinham algo em comum: o passado negro e o envolvimento com diversos crimes, entre eles tráfico, assaltos e diversas prisões.

Em Parauapebas, a realidade não é diferente de Marabá. A diferença é o crescimento econômico daquela cidade, que se opõe à falta de investimentos na segurança pública. Naquele município, pelo menos nove pessoas foram assassinadas. Uma delas, Lorena Costa de Brito, 20, morta a tiros na Cidade Jardim, bairro Liberdade.

Também em Parauapebas morreu o braçal Francisco Marçal da Silva, 47 anos. Ele foi atingido com vários projéteis, na rua das Mangueiras, bairro Nova Vida. Igualmente assassinado a tiros, Antonio Edson Mendes da Silva, 36. Ele residia na avenida Brasília e foi assassinado no bairro Rio Verde.

Ainda em Parauapebas, faleceu vítima de arma branca João Batista da Silva, 46 anos. Todos os crimes estão sendo investigados pelo delegado Thiago Carneiro Rodrigues. Outros cinco corpos deram entrada no final da tarde de ontem no IML de Marabá, sendo que as pessoas foram vítimas de homicídios e acidente de trânsito.

(Diário do Pará)

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