N a manhã de ontem, uma empregada doméstica recebeu um telefonema a cobrar, que parecia ser sua patroa chorando. Na verdade era uma simulação, mas a doméstica acreditou. Do outro lado, a mulher que chorava dizia que fora assaltada e sequestrada e que, para ganhar a liberdade, era preciso que a doméstica juntasse objetos de valor de dentro de casa, e entregasse aos bandidos.
Tudo foi descoberto na DRCO - Divisão de Repressão ao Crime Organizado, onde um taxista que apanhara a doméstica, ao ouvir o relato dela, resolveu pedir apoio à Polícia.
Segundo o delegado Ivanildo Santos, diretor da DRCO, trata-se de um crime de estelionato conhecido por “Falso Sequestro”, aplicado por presidiários, de dentro da cadeia e com o apoio de familiares ou conhecidos, em liberdade.
No caso de ontem, o telefonema para a doméstica veio do Rio de Janeiro, em conluio com um detento do presídio de Marituba, de onde ele acionou uma pessoa de sua confiança, para ir receber os objetos da vítima, em um posto de gasolina.
Com a patroa e a empregada em sua sala, o delegado Ivanildo acionou a imprensa, para dar publicidade a esse delito, pois ele está se espalhando em Belém.
MORA NA PEDREIRA
O telefonema foi dado para a casa de uma vendedora que reside no bairro da Pedreira. Ela tinha saído para ir ao médico e a doméstica ficou sozinha. Por volta das 8h30m, conforme contou, ela recebeu o telefonema a cobrar.
O delegado disse que o presidiário fica fazendo diversas ligações para telefones fixos, até encontrar quem caia em seu plano e então aciona todo o esquema para chegar até aos objetos de valor entregue pela vítima.
Disse o policial, que vai investigar para chegar até aos criminosos, para desmontar seu esquema e puni-los. A doméstica, que chorava muito, todas as vezes que se falava no assunto, disse que nem sabia existirem planos dessa natureza.
(Diário do Pará)
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