“É lamentável. Não há mais segurança nesse país. Somos assolados com a onda de violência que nos cerca. Este momento é difícil. As pessoas perdem a vida por nada. Nos sentimos inseguros, vulneráveis diante desta triste notícia. Uma pessoa pública, um pai, e agora nos cabe a pergunta: ‘Quem será o próximo? Onde vamos parar?’”, lamentou Paulo Queiroz. Kenny era sobrinho de outro do vereador, Neemias Valetim, líder do PSDB na Câmara de Belém. Ele foi eleito com mais de 400 votos no último pleito e assumiria pela primeira vez um cargo político. O CRIME Segundo Neemias, a vítima teria recebido convite de alguns amigos para se reunir em um bar naquela região.
Inesperadamente, por volta das 21h, Kenny foi abordado pelos atiradores, que teriam se aproximado dele dentro de um veículo, modelo Agile, preto, com a placa ainda não identificada, efetuado vários disparos e fugido em seguida. A vítima ainda foi socorrida até uma Unidade Básica de Saúde de Vigia, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu minutos após o baleamento. Assim como a polícia, o vereador Neemias pressupõe que o crime teria sido uma execução e acrescenta ainda a possibilidade da morte ter sido proveniente de uma briga política. Apesar de uma pessoa também ter sido atingida pelos assassinos, Kenny era o alvo dos criminosos.
REVELAÇÃO
“Há quinze dias, ele me contou que não iria assumir o cargo em janeiro por que estava sendo constantemente ameaçado. Não me disse quem seria a pessoa, mas acredito ser ligada à política”, declara. “O que aconteceu é o reflexo da ganância humana, da impunidade e da crueldade do homem que está perdendo o amor e temor a Deus”, completa. Kenny era comerciante antes do desejo pela política. Deixou esposa e três filhos, a mais nova com apenas 15 dias.
RETRATO FALADO
A polícia de São Caetano de Odivelas, que investiga o caso, já ouviu depoimento das pessoas que estavam com Kenny naquele estabelecimento e ainda revelará o retrato falado dos assassinos. O crime assustou os moradores daquela região pela crueldade e por nunca terem visto violência semelhante às proximidades. O velório mobilizou a maioria da população ontem de manhã na Vila Pereru, onde Kenny residia com a família. Ele foi enterrado ainda durante a tarde no mesmo cemitério que o pai, morto há cinco anos.
(Diário do Pará)
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