A pós denúncia de uma cabo da Polícia Militar de que uma de suas fardas havia desaparecido há cerca de 20 dias, a polícia começou a procurar pelas peças que podem ter sido usadas no assalto que ocorreu na última terça (20) na cooperativa de taxistas no Aeroporto Internacional de Belém. Na ocasião, três homens armados e com roupas da PM abordaram um funcionário da cooperativa na avenida Independência e o obrigaram a ir até ao aeroporto para que o bando realizasse o assalto utilizando o próprio carro da vítima.
A policial militar que teve a farda subtraída desconfiou do marido que depois confessou ter pegado o uniforme e dado como garantia para o pagamento de uma dívida ao mototaxista Daivid William Monteiro, de 29 anos.
O marido da PM é Cláudio Maciel dos Santos, 33, que confessou ser usuário de drogas e contou ter emprestado dinheiro do mototaxista. Sem ter como pagar os R$ 30,00 que devia, deixou a farda com ele como garantia. O capitão Elder Barros, da Polícia Militar, encontrou o fardamento dentro da casa do mototaxista, no bairro do Icuí Guajará, em Ananindeua. “A cabo já tinha denunciado ele [o marido] por ameaça e violência doméstica. Quando ela deu falta da farda procurou o tenente-coronel Simonetti, do Quartel de Marituba e nós começamos a investigar”, esclareceu o capitão.
“Os dois vão prestar esclarecimento e depois serão liberados. Nós vamos continuar investigando para saber se há ligação com o assalto à cooperativa no aeroporto internacional”, afirmou o delegado Samuelson Igaki, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, em Belém.
(Diário do Pará)
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