A Polícia Rodoviária Federal realizou na manhã de ontem em Castanhal, nordeste do estado, uma ação de prevenção contra acidentes nas estradas. O foco principal da campanha denominada comando de saúde na rodovia, são os motoristas de carga pesada. Foram apenas quatro horas de campanha realizada no KM 57, próximo a entrada da cidade, mas foi tempo suficiente para que os motoristas de caminhões percebessem a importância de realizar exames médicos. Os condutores ainda foram orientados sobre o uso do preservativo nas estradas e principalmente sobre a não utilização de entorpecentes, como anfetamina ou popularmente conhecida como “arrebite”. De acordo com dados da PRF acontecem por mês mais de 500 acidentes, uma média de 20 por dia. Grande parte dessas tragédias é provocada por imprudência dos condutores motivada pela falta de sono. Caminhoneiro há 25 anos, seu Antônio Nazareno sabe da importância em dirigir e chegar bem ao destino final sem utilizar nenhum tipo de estimulante. “Se eu falar que nunca usei to mentindo.
Durante 14 anos da minha vida pegava as estradas sob o efeito de “arrebite”, me arriscava e colocava em risco a vida de outras pessoas. Isso acontece porque temos hora para entregar a carga. Mas graças a Deus estou consciente e prefiro demorar umas horas a mais dirigindo, do que ficar pelo caminho como muitos colegas que já ficaram. Esse tipo de ação deveria acontecer pelo menos a cada seis meses para diminuir os acidentes nas estradas”, conta.
Segundo a PRF apesar da fiscalização nas estradas ainda é grande o tráfico de drogas, principalmente para substâncias como cocaína, maconha e anfetamina. “Fazemos nossa parte fiscalizando, mas temos a obrigação de preservar a vida desses condutores que pegam as estradas todos os dias. O objetivo é fazer com que o uso desse tipo de entorpecente seja erradicado fazendo assim diminuir os acidentes nas estradas”, disse o inspetor Max Daniel.
A ação contou com a parceria da Universidade Estadual do Pará (Uepa), cerca de 30 alunos dos cursos de medicina, terapia ocupacional, fisioterapia, educação física, enfermagem, engenharia ambiental e tecnologia agroindustrial, diagnosticaram as condições de trabalho, doenças pré-existentes e medicamentos impróprios para os condutores.
Foram abordados 80 motoristas durante a ação. Os profissionais do volante passaram por estações de coleta de dados; exames de antropométricos como avaliações físicas; verificação da pressão, frequência cardíaca; orientações sobre tráfego, acuidade visual, auditiva; exames bioquímicos de glicose, triglicerídeos; orientações de saúde e controle da qualidade de vida. Ao final da ação, os motoristas receberam um diagnóstico prévio e orientações a partir dos resultados. Folders contendo informações sobre qualidade de vida, ginástica laboral e prevenção de acidentes também foram distribuídos.
(Diário do Pará)
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