E m menos de três horas dois policiais foram vítimas de bandidos na grande Belém. Audaciosos, eles não escolhem suas vítimas e se aproveitam muitas das vezes da condição de menores para ceifar vidas que trabalham para dar segurança à sociedade paraense.
No primeiro caso uma policial militar foi seguida desde o bairro do Telegrafo e assaltada, tendo os bandidos levado a motocicleta da policial e a bolsa onde guardava uma pistola ponto 40. Neste caso, imediatamente, policiais da Rotam trombaram com os vagabundos que foram presos sendo recuperado a motocicleta e a arma da policial.
Menos sorte teve o investigador da Polícia Civil Edson Gonçalves Viana lotado na Seccional Urbana de Santa Izabel do Pará e com mais de 20 anos dedicados à instituição Polícia Civil.
O policial, que morava no bairro do Curió, saiu de casa no carro e na avenida 1º de Dezembro com a travessa da Vileta foi surpreendido pelos marginais. No momento que tentava pegar sua arma foi baleado mortalmente por um dos facínoras que acabaram roubando a pistola ponto 40 do investigador.
Socorrido, o policial foi levado para um hospital particular na Almirante Barroso onde lutou com a morte por 20 horas, não resistindo ao grave ferimento, vindo a morrer no final da noite deste sábado (1). A bala assassina, segundo uma fonte, perfurou o fígado, o pâncreas e outros órgãos vitais do policial.
O caso foi designado para colegas do policial lotados na Divisão de Homicídios, que imediatamente iniciaram as investigações que estão, segundo uma fonte consultada, bastante adiantadas, com a possível identificação dos dois criminosos.
“Não levaram nada do policial. Ele foi encontrado com a carteira e o coldre da arma ficou dentro do carro. O tiro que recebeu foi pelas costas o que demonstra a covardia dos assassinos”, disse o investigador Assis, chefe de operações da Seccional Urbana do Guamá e amigo do policial assassinado.
Tão logo foi informado da morte, dezenas de investigadores, escrivães e delegados estiveram no hospital onde estava o corpo do investigador Edson Gonçalves Viana, que foi removido para o Instituto de Criminalística para necropsia e depois entregue à família para sepultamento.
Durante a noite de sábado, muitos policiais protestaram contra a falta de segurança que agora chegou também àqueles que são responsáveis em dar segurança à população. “Temos que ter leis mais duras e darmos uma resposta a altura para mais este crime” confidenciou um policial civil revoltado com a morte do colega.
(Diário do Pará)
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