Foram muitos tiros. Parecia uma guerra!”, dizia um morador que ouviu os disparos antes de ver o corpo de Ronaldo Márcio da Silva Lima, vulgo “Macarrão”, de 24 anos, morto por sete tiros, estirado à beira de um esgoto. O crime foi no início da madrugada de ontem, na Rua 1º de Maio, localizada na invasão Nova Jerusalém, no Centro de Ananindeua. Conforme informações da polícia, a vítima estava em liberdade condicional há pelo menos um mês e respondia por crime de tráfico de drogas.
O cabo PM D. Oliveira, da viatura 8304, da 20º Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) / 6 º Batalhão de Polícia Militar (BPM), informou para a nossa equipe de reportagem que a população se conteve em dar informações sobre o caso.
“Soubemos que houve uma troca de tiros, inclusive. A vítima estaria envolvida neste tiroteio, mas aqui ninguém quer falar sobre o caso. Até o momento não temos informações sobre pessoas que estariam envolvidas no crime”, falou.
Guerra
Vários moradores se aglomeraram no local do crime. Algumas testemunhas contaram que uma troca de tiros começou nas ruas do Residencial Antônio Danúbio, às proximidades do local onde o corpo de Ronaldo foi encontrado.
“Foram muitos tiros. Parecia até fogos de artifício. Parecia uma guerra! Eram uns quatro homens armados correndo atrás do ‘Macarrão’. Deram muitos tiros nele. Depois que ele caiu aqui no chão, os homens terminaram de matar”, falou um morador, que não terá o nome revelado, para assegurar sua integridade física.
A irmã e alguns familiares de “Macarrão” estavam inconformados com sua morte trágica. Bastante revoltados com o caso, eles não preferiram não conversar com a imprensa sobre o caso.
EXECUÇÃO
Peritos do Instituto de Criminalística do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves realizaram o levantamento de local de crime, coletando dados e vestígios das circunstâncias do homicídio.
Após a perícia na cena do assassinato, inúmeras cápsulas foram encontradas próximas do corpo da vítima. Conforme a perita criminal Ivaneide Carvalho, a arma de fogo usada foi uma pistola Ponto 40.
“Em uma análise preliminar encontramos sete entradas (tiros). Os disparos foram feitos contra o peito, costas, pescoço e nas mãos, normalmente na tentativa de defesa. As cápsulas encontradas são de pistola Ponto 40”, explicou.
Policiais civis da Divisão de Homicídios, comandados pelo delegado Glauco Valentim, estiveram no local do assassinato, levantando informações que pudessem apontar uma linha de investigação para o caso. Segundo o delegado, o crime tem características de execução.
“Os peritos encontraram várias cápsulas de pistola. Ele estava em liberdade condicional por crime de tráfico de drogas e era envolvido com o crime. As características são de execução. Até o momento não obtivemos informações sobre suspeitos na participação no caso”, esclareceu.
O corpo de Ronaldo “Macarrão” foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) e o caso foi registrado na Seccional Urbana de Ananindeua.
(Diário do Pará)
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