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POLÍCIA

Homem morre degolado e crivado de balas

Mais um crime brutal foi registrado na Região Metropolitana de Belém. O catador de lixo Luis Cleydson Batista Gomes, vulgo “Tabaco”, de 27 anos, foi morto a tiros e ainda foi degolado por dois criminosos, que estariam encapuzados. Segundo familiares, a ví

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Mais um crime brutal foi registrado na Região Metropolitana de Belém. O catador de lixo Luis Cleydson Batista Gomes, vulgo “Tabaco”, de 27 anos, foi morto a tiros e ainda foi degolado por dois criminosos, que estariam encapuzados. Segundo familiares, a vítima era usuária de drogas. O crime se deu na noite da última segunda-feira, na rua 24 de Novembro, localizada na ocupação Vila União, bairro de Águas Lindas, em Ananindeua.

Apurações iniciais da polícia indicam que o crime foi uma execução, mas por motivos ainda desconhecidos. Conforme testemunhas, Luis foi morto entre 20h30 e 21h, mas a polícia só foi informada do caso quase meia-noite de ontem. O fato da mal explicada demora dos familiares em relatarem o caso para a polícia também fará parte das investigações.

O cabo PM Reinaldo Barros, da viatura 8122, da 3ª Companhia (Cia)/6º Batalhão de Polícia Militar (BPM), declarou que os assassinos surpreenderam a vítima e a executaram.

“Ele estava sentado no quintal quando dois criminosos chegaram e atiraram nele. Segundo testemunhas, eles estavam encapuzados e depois de atirarem ainda degolaram o rapaz. Provavelmente este caso foi uma execução. Ninguém mata assim por nada”, falou.

AMEAÇAS - A companheira de “Tabaco”, Tassia dos Santos, falou que ele estaria recebendo ameaças de morte de um homem, que havia saído recentemente da cadeia. “Eu não sei quem é, mas ele comentou comigo que um cara lá do Júlia Seffer, que saiu da cadeia, estava atrás dele. O ‘Tabaco’ era viciado e saía quase todas as noites para buscar e fumar drogas por aí”, falou.

Tassia contou que o ex-companheiro já estava sendo procurado pelo suposto assassino. “Há uns dias dois caras arrombaram a porta lá de casa, procurando por ele. Eu não vi quem foi porque eu não estava lá, nem o ‘Tabaco’. Com certeza eles já queriam matá-lo. Antes de eu me relacionar com o Luis, ele já tinha levado uns tiros, mas não sei de quem”, falou.

TEMOR - O local onde o corpo de Luis foi encontrado era o quintal da casa da sogra dele. Uma moradora da área, que não terá a identidade divulgada, falou que várias crianças brincavam na rua e num espaço próximo ao local onde os criminosos mataram Luis.

“As crianças estavam brincando aqui na rua e no quintal, quando os criminosos chegaram e mataram o ‘Tabaco’. Foi tudo muito rápido. Só deu tempo de sair correndo porque se alguém for defender ou falar alguma coisa acaba morrendo também. Aqui ninguém pode falar nada. Hoje em dia as pessoas matam por quase nada”, declarou.

Aparentemente, a pouca iluminação nos quintais das residências e o grande número de árvores facilitaram a fuga, e a possível identificação dos suspeitos. O destino que seguiram e a localização deles ainda não foram descobertos.

INVESTIGAÇÃO - Por volta de 0h30 de ontem, uma equipe de policiais civis da Divisão de Homicídios foram ao local do crime, coletar informações sobre as circunstâncias do caso. Várias evidências foram apuradas e foram repassadas ao responsável da Seccional Urbana de Ananindeua, que irá seguir nas investigações.

O investigador Rui Santos afirmou que ainda é muito cedo para indicar qual a motivação do crime. “Tivemos a informação de que ele estava sendo ameaçado e ainda vamos descobrir por quem. É muito prematuro dizer qual a motivação do crime. O local escuro dificulta as análises de prováveis vestígios dos criminosos. Mas em um dos quintais de uma casa, que pode ter sido usado como caminho de fuga. Nós encontramos um boné, que supostamente é de um deles”, explicou.

O objeto foi recolhido pelos peritos criminais, para exames no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. Além do boné, durante o levantamento de local do crime, os especialistas encontraram um projétil de uma arma de fogo ainda não identificada.

“Três lesões foram encontradas no corpo da vítima. Tem um na cabeça, um nas costas e outro que não sabemos se é uma entrada ou saída de bala. O projétil encontrado próximo do corpo só poderá ser identificado no exame de balística”, explicou o perito Sandro Lemanski.

Se não bastassem os tiros, a vítima ainda foi esfaqueada por dois profundos golpes desferidos possivelmente com terçado: um que lhe degolou e outro que atingiu abaixo do maxilar.

(Diário do Pará)

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