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POLÍCIA

Pintor pode ter sido executado por engano

Assassinado com dois tiros na cabeça, Renato Jorge Pinheiro Borges, de 43 anos, foi abordado por três homens que estavam em duas motocicletas e apenas um deles efetuou os disparos contra a vítima, segundo informações de testemunhas. O crime ocorreu

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Assassinado com dois tiros na cabeça, Renato Jorge Pinheiro Borges, de 43 anos, foi abordado por três homens que estavam em duas motocicletas e apenas um deles efetuou os disparos contra a vítima, segundo informações de testemunhas. O crime ocorreu por volta das 19h40 de ontem, na rua I com passagem Liberdade, no bairro Jaderlândia, a uma quadra da residência de Renato.

De acordo com o sargento Santibanez da 1ª Companhia de Policiamento / 6° Batalhão da Polícia Militar, no local prevalece a lei do silêncio. “Aqui ninguém fala nada, ninguém viu nada. Nem sabemos como os executores chegaram aqui”.

O sargento ressaltou que a Polícia Militar não tinha pistas dos suspeitos. “Eles não foram identificados”. O policial também afirmou que foram efetuados dois tiros na cabeça e que família não repassou informações sobre a vítima.

Segundo moradores da área que não foram identificados, Renato trabalhava com pintura de veículos e era um homem trabalhador. “Ele era camarada, do bem e sempre trabalhou. Nunca soube que ele tinha envolvimento em algum crime”, afirmou uma testemunha. Outro vizinho da vítima contou que presenciou a chegada dos assassinos. “Eles esperaram o Renato sair de perto de uma pessoa que ele tava conversando e depois os três se aproximaram em duas motos. Um deles atirou e o trio fugiu em seguida”. Moradores acreditam que a vítima foi executada por engano. “Acho que eles queriam outra pessoa e não ele. Não tinha motivo para matar o Renato”.

Mas, ainda de acordo com informações da Polícia Militar, o homem seria usuário de drogas. “Provavelmente foi acerto de contas, até porque nada foi roubado”.

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil esteve no local para investigar o caso. O corpo foi periciado por uma equipe do CPC “Renato Chaves” e removido para o Instituto Médico Legal (IML).

(Diário do Pará)

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