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POLÍCIA

Polícia federal prende perigoso traficante

Oziel Morais Martins, 37, foi preso no final da tarde da última quarta-feira (5), juntamente com Adalberto Bento das Chagas, 42, Pedro Gonçalves da Silva, 64 anos. Os três foram flagrados com 52 tabletes de cocaína que perfazem pelo menos 58 quilo

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Oziel Morais Martins, 37, foi preso no final da tarde da última quarta-feira (5), juntamente com Adalberto Bento das Chagas, 42, Pedro Gonçalves da Silva, 64 anos. Os três foram flagrados com 52 tabletes de cocaína que perfazem pelo menos 58 quilos da droga que se colocada no mercado renderia cerca de um milhão de reais.

A droga estava camuflada dentro de um Troller, que estava estacionado em frente à casa do taxista, na Folha 10, Quadra 8, Lote 5, Nova Marabá.

A prisão não aconteceu por acaso. Os agentes da PF há algum tempo investigavam o acusado, sobretudo porque o taxista Oziel Martins ostentava certa riqueza. Pra se ter uma ideia ele comprou e pagou à vista, um carro Corola, cujo valor orbita em torno de R$ 65 a 86 mil e hipoteticamente usava o veículo como táxi em Marabá, o que a Polícia desconfia se tratar de um negócio de fachada.

Os outros dois acusados são do Ceará, para onde a PF acredita que a droga seria enviada. Segundo os agentes da PF, a droga vinha da Bolívia, via Amazonas e fora embarcada no Troller que seguiria pela Transamazônica até Marabá.

Deste município, ainda de acordo com os agentes, a droga deveria ser reembarcada e dividida para outros carros e seguiria para Fortaleza, no Ceará e Natal, RN.

Uma fonte da PF informou que o taxista foi denunciado por colegas de profissão, uma vez que a ostentação do acusado despertou e incomodou os demais taxistas.

INVESTIGADO

A prisão dos três acusados e a apreensão da cocaína não aconteceu por acaso. Há um bom tempo que o taxista estava sendo investigado e quando houve uma movimentação suspeita dele nos últimos dias, despertou ainda mais a curiosidade dos policiais.

No final da semana passada os agentes da PF fizeram várias barreiras na rodovia Transamazônica a fim de tentar prender os acusados e não obtiveram êxito.

Porém, na tarde desta quarta-feira, conseguiram identificar o troller que estava recheado de drogas. O carro na verdade não vinha rodando pela Transamazônica e sim em cima de um caminhão guincho que foi fretado por R$ 6 mil para fazer o transporte até Marabá, uma vez que o carro sofreu uma pane mecânica em Itaituba.

Ainda segundo os agentes da PF, os acusados teriam contratado um guincho em Marabá para fazer o transporte do veículo que curiosamente foi deixado em frente à casa do taxista Oziel Martins.

Tão logo o carro foi descarregado na rua, os agentes federais entraram em ação e efetuara a prisão dos três acusados num efeito dominó. Há muito tempo que Marabá é rota do tráfico internacional. Segundo o delegado Luiz Felipe Souza Pimenta de Castro, que falou com a imprensa oficiosamente e não permitiu ser fotografado, ou filmado.

Ele confirmou que a droga vinha da Bolívia, via Amazonas e fora embarcada no Troller neste estado e por terra viria até Marabá, de onde iria para o Ceará e Natal.

“O taxista (Oziel Martins) já estava sendo investigado, pois recebemos informações de colegas dele, que possivelmente tinha envolvimento com o tráfico de drogas”, garante.

Os três acusados ficaram de ser ouvidos nesta quinta-feira, uma vez que o procedimento de prisão durou bastante tempo e entrou pela madrugada. Quando o inquérito for concluído deve ser remetido à Justiça Estadual.

Até lá a PF já deve ter definido a participação de cada um dos acusados neste esquema de tráfico internacional.

ACUSADO PROSPEROU

Ao contrário de quem usa droga, que geralmente definha física e economicamente, quem trafica geralmente progride financeiramente. Uma fonte segura do Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) ao tomar conhecimento da prisão do taxista Oziel Morais Martins, 37, informou que o acusado já havia sido investigado, contudo a Polícia ainda não tinha conseguido prendê-lo em flagrante.

Esta mesma fonte informou que o acusado tem pelo menos seis casas que se assemelham a verdadeiras mansões, cujos imóveis teriam sido adquiridos, ou construídos com o dinheiro do tráfico de drogas.

Pra se ter uma ideia da progressão do acusado, há cerca de seis anos, segundo a fonte, o acusado fazia às vezes de “avião do tráfico” e entregava drogas em uma moto.

Oziel Martins seria sócio de outro acusado de ser traficante em Marabá, identificado por “Júnior Tubarão”. Entretanto se desentenderam e ele seguiu “carreira solo”, montando uma estrutura de distribuição de drogas em Marabá e em outros Estados.

(Diário do Pará)

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