A Polícia Civil do Pará, por meio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), investiga crimes cometidos por uma quadrilha de assaltantes de banco e de veículos de transportes de valores, presa no Estado de Minas Gerais, em decorrência de uma operação conjunta das polícias paraense e mineira. A quadrilha, que age em todo o país, foi capturada na cidade de Alterosa, após investigações da equipe do NIP do Pará. As informações foram repassadas à Polícia Civil mineira, que efetou as prisões no último dia 29 de novembro.
Foram presos em flagrante Rogério Carneiro Viana, 35 anos, conhecido por “Rogério Caçamba"; Alailson Sousa Lima, 28; Marcelo Leal dos Santos, 23, e Joldean Lopes de Oliveira, 25. Com eles foram apreendidos uma pistola calibre .40 e munição; cinco explosivos com espoleta e pavio de detonação; documentos de identidade falsificados; quatro telefones celulares e 13 chips de celular.
Foram apreendidos ainda três uniformes de uma empresa de segurança de São Paulo; uma máscara; um "pé de cabra" e uma motocicleta. Segundo a polícia, os presos praticam roubos a bancos em diversos Estados. “Rogério Caçamba” é apontado por envolvimento em outros crimes, como a participação em um assalto a banco e no roubo ao caixa eletrônico da Prefeitura de Rondon do Pará, no início de 2012. Ele está com mandado de prisão preventiva decretado pelo juiz Gabriel Costa Ribeiro, da Comarca de Rondon do Pará.
A quadrilha já vinha sendo desmontada desde o início das investigações. Alguns envolvidos foram presos anteriormente pela Polícia Civil do Maranhão, e os demais pela Polícia de Minas Gerais. O NIP repassou às duas polícias informações sobre localização, armamento e quantidade de envolvidos com a quadrilha.
Segundo informações do NIP, o bando é especializado em roubos a empresas transportadoras de valores. Em Alterosa, os acusados pretendiam explodir caixas eletrônicos e assaltar uma transportadora de malotes bancários, o que deveria render R$ 300 mil. Eles foram impedidos ao serem presos por policiais do Grupo de Combate a Organizações Criminosas (GCOC), de Minas Gerais, com apoio do Ministério Público, de policiais civis da 2ª Delegacia Regional de Alfenas, e das Delegacias das Comarcas de Areado e Alterosa. Os acusados estavam escondidos em uma casa em Alterosa, onde foram encontrados pelos policiais.
A quadrilha também é investigada por policiais dos Estados de Tocantins, Goiás e Maranhão. Todos permanecerão presos em Minas à disposição da Justiça.
(Agência Pará)
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