O ex-presidiário Rarison Zacheu da Silva Maciel, 27, foi assassinado com seis tiros, por volta de 2h de ontem, no quintal da casa onde morava, na rua Antônio Neto, na Invasão Helderlândia, bairro do Distrito Industrial, Ananindeua. A polícia trabalha com duas hipóteses: crime passional ou acerto de contas por uma má divisão de roubos. Um suspeito já foi identificado e está sendo procurado.
A esposa da vítima, que não quis conversar com a imprensa e não terá o nome revelado para manter sua integridade física, disse para a polícia que Rarison era foragido do estado do Amapá, por crime de roubo.
Além disso, o principal suspeito do crime seria um amigo dele, identificado como Marcelo Felipe, de idade desconhecida, que também fugiu junto com a vítima de um presídio no Amapá pelo mesmo crime. Conforme a polícia, Rarison morava há três meses na casa com a companheira e já chegou a abrigar o “amigo” na residência.
Na cena do crime, garrafas de cerveja secas, copos usados, uma lâmpada, cartas de baralho, uma mesa, cadeiras e o corpo de Rarison estirado no saguão da residência. De acordo com testemunhas, o suspeito teria chegado ao local em um veículo de modelo, placa e cor, ainda não identificados. Ele surpreendeu a vítima quando jogava baralho com um vizinho.
Conforme informações relatadas à polícia, fornecidas por um morador que não quis se identificar, “dois homens saíram de um carro, invadiram o terreno da casa e foram até o quintal. Depois eles conversaram e de repente os disparos foram efetuados. A dupla correu e um motorista, que lhes aguardava no carro, deu-lhes fuga”.
CRIME PASSIONAL
Acionada pelo Centro Integrado de Operações (Ciop 190), a guarnição do cabo PM Vicente, da viatura 8304, da 4ª Companhia (Cia), pertencente a 20ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) / 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM) chegou ao local e levantou as primeiras informações sobre o caso.
“A vítima morava aqui há três meses com a companheira. Ele estaria desconfiando que o principal suspeito, o Marcelo, estaria tendo um relacionamento amoroso com a mulher dele. Já teriam ocorrido discussões entre os dois amigos e hoje ele veio para conversar e acabou o matando”, falou.
ACERTO DE CONTAS
Os investigadores da Divisão de Homicídios, liderados pelos delegados Glauco Valentim e Maria Cristina Esteves, juntamente dos peritos criminais do Instituto de Criminalística do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, estiveram na cena do crime, coletando indícios e informações sobre o crime.
O delegado Glauco Valentim disse que há a possibilidade de crime de acerto de contas por causa de divisão de roubos.
“A vítima era ex-presidiária e já teria cumprido penas por roubo nos estados do Maranhão e Amapá. Na última fuga ele veio com este suspeito, identificado por Marcelo, que pode ter tido um desentendimento por uma má divisão de roubos. Mas estamos investigando também a hipótese de crime passional, que não será descartada, devido um suposto envolvimento de Marcelo com a companheira da vítima”, esclareceu.
Segundo o delegado, as testemunhas do crime fizeram descrições físicas de Marcelo Felipe, que serão transformadas em um retrato falado.
SEM DEFESA
O perito Jorge Lopes, do CPC Renato Chaves, disse que a vítima não teve chances de defesa. “Ele foi atingido por seis tiros. Ainda não podemos afirmar qual o tipo de arma. Ele foi alvejado na nuca, na clavícula e nas costas. Pelo o que levantamos, ele ainda tentou fugir, mas não teve chances de defesa. Os tiros foram para matar”, explicou.
O corpo de Rarison foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) e o homicídio foi registrado na Seccional Urbana de Ananindeua.
(Diário do Pará)
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