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POLÍCIA

Coragem e apito contra os espertinhos

Enquanto a maioria das pessoas se prepara para dormir, e espera por mais um dia de trabalho, de aula, ou simplesmente para acordar, eles saem de suas residências com seus uniformes pretos, munidos de uma bicicleta e um dos seus instrumentos principais: o

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Enquanto a maioria das pessoas se prepara para dormir, e espera por mais um dia de trabalho, de aula, ou simplesmente para acordar, eles saem de suas residências com seus uniformes pretos, munidos de uma bicicleta e um dos seus instrumentos principais: o apito. Os vigias noturnos atuam durante a madrugada e prestam um serviço particular a moradores que necessitam de um pouco de segurança às suas residências, seja dentro ou fora delas.

A atividade gera dúvidas para uns devido a evidente falta de elementos que possam dar proteção, como o uso de arma de fogo, que não faz parte do kit dos vigias. Mas para a maioria dos que pagam mensalmente pelo serviço, que funciona normalmente a partir de 22h e encerra às 6h, seja para vigiar residências ou estabelecimentos comerciais, os clientes afirmam que a proteção é válida.

É madrugada, 2h, e o silêncio no meio das ruas do Conjunto Antônio Gueiros, no bairro do Tapanã, é quebrado pelos sons do apito e da catraca da bicicleta do vigia Aristóteles Santos de Souza, 28, que atravessa as vias “de olho” em qualquer situação suspeita.

Há sete meses neste ofício, Aristóteles, conta que considera seu trabalho arriscado, mas garante a assistência aos clientes. “É meio arriscado porque nesta área tem muitos assaltos durante a noite e o dia. Mas pela madrugada é mais tranquilo porque estamos por aqui. Quando o morador está entrando em casa ou se está saindo, nós vamos até ele e fazemos uma escolta. Eles acreditam no nosso trabalho e confiam na gente”, disse.

Segundo o vigia, ele nunca presenciou um assalto no local, mas explicou como agiria em uma situação semelhante ou de arrombamentos e furtos a residências.

“Desde quando comecei a trabalhar aqui nunca soube de um assalto em uma destas residências. Em uma situação suspeita, de alguém tentando invadir uma casa, para furtar, nós telefonamos para o morador e depois ligamos para a polícia. O apito serve para avisar que estamos na área, fazendo rondas”, esclareceu.

(Diário do Pará)

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