Robson Cordeiro da Silva, 46, trabalha há dois anos em uma rua movimentada do bairro do Jurunas. Conforme ele, muitos pichadores tentam riscar as paredes de algumas das trinta casas em que ele vigia, mas são coibidos pelo alerta sonoro.
“Já evitei várias vezes de pichadores riscarem as paredes. Sempre que aparece um grupo eu apito logo e eles vão embora. Caso alguém tente invadir uma casa eu ligo imediatamente para o dono da residência e ele mesmo chama a polícia”, afirmou.
O medo da população, de pessoas comuns, que quando vão dormir contam com o apoio destes vigilantes, temem serem vítimas da fria e cruel realidade da violência. Principalmente, tentam amenizar a sensação de insegurança nas redondezas, na frente e dentro de suas casas.
Com a ausência de seguranças particulares, carros blindados e em alguns casos, da Polícia Militar, que não é onipresente - capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo -, para a população, o que resta é se sentir amparado com o serviço dos vigias noturnos, para terem um pouco mais de paz.
(Diário do Pará)
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