Audácia e violência de um bando de marginais atingiu nada menos que um veterano delegado de Polícia Civil, a mais recente vítima da onda de criminalidade que atua em alguns bairros da Região Metropolitana de Belém.
Passavam das 23h deste sábado (8) quando o delegado da Polícia Civil Clóvis Oliveira chegava em casa no conjunto Julia Seffer. Quando entrava na garagem foi surpreendido por quatro elementos que chegaram em um Celta vermelho anunciando o assalto.
A situação enveredou para a área crítica quando os bandidos encontraram dentro do veículo do delegado a jaqueta da Polícia Civil e diante desta situação o delegado Clovis Oliveira temeu pela própria vida.
Ele foi levado para dentro da casa, amarrado e sob miras de armas viu os assaltantes fazerem uma limpeza na casa, levando joias, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e duas armas - uma pistola ponto 40, da Polícia Civil, e um revólver de uso particular do policial.
O bando passou quase uma hora no interior do imóvel. Após saquearem a casa, deixaram o policial amarrado, tomando o rumo da rodovia BR-316. Tão logo se sentiu seguro, o delegado conseguiu se desvencilhar da corda que o amarrava e entrou em contato com o Ciop que mandou várias viaturas, mas o bando já estava longe.
Viaturas fizeram barreiras em áreas como o bairro das Águas Lindas, Aurá, Guanabara, Jaderlândia e Coqueiro, mas não obtiveram sucesso na identificação e captura do bando. Câmeras de segurança ao longo do conjunto e na BR-316 podem ajudar na identificação do carro utilizado no assalto.
Imediatamente o caso foi comunicado ao secretário de Segurança Pública do Estado, delegado Luis Fernandes Rocha, ao delegado-geral Nilton Athayde, à corregedora Nilma Lima, aos policiais do Grupo de Pronto Emprego, ao Serviço de Inteligência da Polícia Civil e ao delegado Eder Mauro Barra, que passaram a investigar o bando.
O delegado Clovis Oliveira disse ao DIÁRIO que se sentiu horrorizado como policial e como pessoa pela atitude violenta com que foi abordado quando chegava em casa no conjunto Julia Seffer, em Ananindeua. “Deus me protegeu. Quando eles descobriram a jaqueta e a arma, pensei que, pelas condições, não sairia vivo” disse o delegado.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar