Doze detentos que estavam custodiados no Centro de Recuperação Regional de Marabá (CRM) fugiram, neste final de semana. Até o fechamento desta matéria nenhum deles havia sido recapturado. Inicialmente a imprensa divulgou que treze detentos fugiram, contudo, a direção da casa penal conferiu e constatou que Leandro dos Santos Oliveira pediu para mudar de cela na tarde de domingo.
Tal pedido, nem de longe despertou, ou aguçou a curiosidade do agente prisional que atendeu ao pedido. O entendimento do diretor desta casa penal, George Hiroshi Acácio seria de no mínimo desconfiar de tal comportamento.
Na verdade, acredita o diretor, o detento não queria se misturar, ou fazer parte do plano de fuga, uma vez que Leandro Oliveira deve receber a progressão de regime e cumprir o restante da pena em regime semiaberto.
Os presos estavam custodiados nas celas 9 e 10. Serraram as grades, foram até a área de ventilação da cela 10, por onde fugiram saindo pela parte dos fundos desta casa penal onde há um terreno baldio e com o mato alto. Para serrar as grades, os detentos usaram serras, inclusive com o arco de serra, ou “ceguetas”, como é conhecida a ferramenta.
Um grande buraco foi aberto na área de ventilação da cela 10, por onde os presos saltaram e um a um foram embora pelo terreno baldio.
AUDIÊNCIA
Um dos detentos, o Aloizio Rodrigues Machado Júnior, fugiu no domingo. Ele cumpria pena por tráfico de drogas e estava trabalhando na cozinha desta cadeia onde funciona o regime semiaberto.
O curioso neste caso é que na segunda-feira (10) chegou ofício no CRM onde ele deveria comparecer à audiência na 7ª Vara de Execuções Penais onde provavelmente seria contemplado com a liberdade condicional, entretanto ele se adiantou e fugiu.
Caso seja preso deve ser novamente trancafiado numa cela do regime fechado. (Ver Box com relação dos fujões).
O diretor do CRM, George Hiroshi Acácio, admitiu que houve falha no sistema de segurança e vigilância desta casa penal, uma vez que nenhuma agente, ou policial detectou a fuga, que só foi percebida por volta das 6h15 da manhã pelo agente Raniere.
Uma sindicância foi aberta para que os agentes prisionais sejam ouvidos e possam se explicar acerca desta fuga, que aparentemente foi bem planejada, tanto que não foi detectada a tempo de ser evitada.
Fontes do CRM contam que esta fuga, seguramente teve o apoio externo, uma vez que na cela 10 há uma grade de ferro e que foi tirada.
A grade é afixada pelo lado de fora da cela, portanto, dificilmente seria retirada se não houvesse ajuda externa, acreditam as fontes.
Estas fontes comentam ainda que esta ajuda externa pode ter vindo do detento Aloizio Júnior, que estava cumprindo pena no semiaberto.
(Diário do Pará)
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