Os esforços das autoridades policiais de Marabá e da região surtem efeitos no que diz respeito às buscas que estão sendo feitas para capturar os detentos foragidos do Centro de Recuperação de Marabá (CRM).
Até o momento, dois foragidos foram recapturados. São eles: Cleber de Almeida Gonçalves e Deivisson Moreira Magalhães. Eles foram presos, ontem, em Dom Eliseu, divisa do Pará com o Maranhão. Eles devem ser transferidos para o CRM ainda esta semana.
Segundo o diretor do CRM, George Hiroshi Acácio, tão logo houve a fuga, na madrugada da última segunda-feira (9), fotos dos detentos foram distribuídas para todos os quartéis e delegacias do Pará, a fim de facilitar a captura dos detentos.
A fuga aconteceu em duas etapas. No domingo à tarde, fugiu Aloizio Rodrigues Machado Júnior, que cumpria pena por tráfico de drogas e estava no regime semiaberto.
Na madrugada de segunda-feira, outros onze detentos fugiram das celas 9 e 10. Para tanto, eles serraram a estrutura de ventilação desta última cela por onde saltaram e fugiram por um terreno baldio, localizado nos fundos do CRM.
Inicialmente, a imprensa divulgou que treze detentos fugiram, contudo, a direção desta casa penal conferiu e constatou que Leandro dos Santos Oliveira pediu para mudar de cela na tarde de domingo.
Tal pedido, nem de longe despertou ou aguçou a curiosidade do agente prisional que atendeu a solicitação. O entendimento do diretor desta casa penal, George Acácio, seria de no mínimo desconfiar de tal comportamento.
Na verdade, acredita o diretor, o detento não queria se misturar, para não fazer parte do plano de fuga, uma vez que Leandro Oliveira deve receber a progressão de regime e cumprir o restante da pena em regime semiaberto.
FALHA
O diretor desta casa penal, George Hiroshi Acácio, admitiu que houve falha humana, o que permitiu, indiretamente, a fuga dos presos.
Tal falha, segundo ele, partiu de agentes prisionais que estavam de plantão e até mesmo da vigilância externa que é feita por policiais militares.
Ele entende ainda que, provavelmente, houve ajuda externa, uma vez que a grade da cela 10 é afixada por fora, o que dificilmente permitiria que fosse arrancada por dentro da cela.
Para serrar as grades, os detentos usaram serras, inclusive com o arco de serra, ou “ceguetas”, como são conhecidas as ferramentas.
Um grande buraco foi aberto na área de ventilação da cela 10, por onde os presos saltaram e, um a um, foram embora pelo terreno baldio.
Uma sindicância foi aberta para que os agentes prisionais sejam ouvidos e possam se explicar acerca desta fuga, que aparentemente foi bem planejada, tanto que não foi detectada a tempo de ser evitada.
(Diário do Pará)
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