Iranildo Alves da Silva, de 24 anos, chegava do trabalho na rua das Vitórias, no Distrito Industrial de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, quando foi chamado por um homem, que possivelmente o conhecia, para atender um telefonema e acabou executado com dois tiros na cabeça.
As informações foram coletadas por policiais militares da viatura 8310, que foram acionados pelo Ciop para atender um caso de baleamento na rua das Vitórias no Distrito Industrial. “Nós chegamos junto com a equipe de resgate do Corpo de Bombeiros, mas já era tarde, a vítima estava em óbito”, informou um dos policiais militares.
O DIÁRIO chegou minutos após o crime e coletou algumas informações importantes que deverão servir de subsídio ao inquérito policial da Divisão de Homicídios, que vai apurar as circunstâncias que levaram a morte de Iranildo Alves da Silva. Conversando com familiares e moradores, o DIÁRIO teve a informação que Iranildo Alves já esteve preso e que depois andava com gente de má índole no bairro, tendo tempo depois, deixado a vida de crimes, inclusive conseguira emprego e estaria frequentando uma igreja.
No último sábado (15), como de costume, a vítima teria deixado o terceiro turno de trabalho em uma fábrica no Distrito Industrial e quando se aproximava da casa onde morava, recebeu o chamado de um homem dizendo que um tal “Camom” queria falar ao telefone. “Quando ele pegou o telefone o homem disparou a queima-roupa e fugiu, deixando ele jogado ainda com vida nesta poça de sangue, mas minutos depois ele morreu”, informou uma testemunha que pediu para não ser identificada.
Os policiais militares da área chegaram ao nome de um homem conhecido como “Rogério ou Robson”, que seria o braço-direito do matador “Camom”, que foi condenado na semana passada a 21 anos de cadeia por um dos homicídios praticados na área do Distrito Industrial. “Rogério ou Robson” teria ficado com o espólio criminoso de “Camom” e assumido os trabalhos de execução de vítimas no Distrito Industrial e Heliolândia a mando do “chefe”, que fazia as encomendas por telefone de dentro da cadeia.
O delegado Eduardo Rollo com uma equipe da Divisão de Homicídios esteve no local do crime acompanhando os peritos do Instituto de Criminalística e também conseguiu outras informações em caráter sigiloso e que devem também subsidiar o inquérito policial.
(Diário do Pará)
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