Os policiais militares Josivaldo Andrade da Silva e Jonas Cardoso Farias serão levados a júri popular nesta terça-feira (18), na sala do Tribunal do Júri do Fórum da Comarca de Marabá, no Pará. Esta é a nona data marcada, desde 2008, para o julgamento dos policiais acusados de assassinarem a tiros os irmãos Elailson de França Evangelista, de 19 anos, e Elielton De França Evangelista, de 17. O crime ocorreu no dia 28 de maio de 2004, em frente a um bar na Nova Marabá.
“Esperamos desta vez que tenha o júri, em respeito à família das vítimas”, diz a advogada Anna Lins, da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH).
“Estamos trabalhando para provar que os acusados mataram individualmente os jovens. Além da condenação na justiça, vamos apresentar indícios de que eles não podem conviver em sociedade, que são agressivos e violentos”, adiantou.
Caso haja mais um adiamento, a SDDH pretende denunciar o caso aos órgãos nacionais competentes, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e a órgãos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e Organização das Nações Unidas (ONU).
Atualmente, Jonas Farias se encontra preso e Josivaldo Silva trabalha normalmente na cidade de Marabá, pois o procedimento administrativo que definirá a expulsão dos policiais está parado, aguardando o desenrolar do caso na justiça criminal.
O CRIME
Segundo os autos, as vítimas estavam retornando da aula por volta das 23h30, acompanhados de colegas, quando pararam próximo a um complexo de bares localizado na Folha 07, em Nova Marabá. Iam tomar refrigerante, no momento em que foram surpreendidos por disparos de arma de fogo contra as duas vítimas.
Ainda de acordo com os autos, o policial Jonas Cardoso atirou contra Elielton, o irmão mais novo, e o policial Josivaldo atirou contra Elaílson, que era soldado do exército.
Apesar de muitas testemunhas terem relatado que viram o fato e terem reconhecido os autores do duplo homicídio, os PMs negam a autoria do crime cometido.
(Antonio Santos/DOL)
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