Os comerciantes Davi Fonseca Flexa Júnior e Darci Barichello serão julgados por um Tribunal do Júri Federal, em Belém, como denunciados pela morte do inspetor da Polícia Rodoviária Federal Manoel Otávio Amaral da Rocha, assassinado com dois tiros em outubro de 2004. O corpo foi encontrado dentro de um carro, em frente ao Palácio Antônio Lemos, sede da Prefeitura Municipal de Belém.
A sentença que pronunciou os dois denunciados foi assinada no dia 11 deste mês pelo juiz federal da 3ª Vara, Rubens Rollo D’Oliveira, mas divulgada somente nesta segunda-feira (17). Ambos foram enquadrados por homicídio qualificado.
Dois outros réus, Fábio Fernando Feitosa de Sousa e Ismael Ferreira da Silva Júnior, foram pronunciados por peculato-furto, mas também serão submetidos ao Tribunal do Júri, porque as provas dos autos demonstraram, segundo entendimento do magistrado, que o crime que praticaram teve ligação com o assassinato do policial rodoviário federal.
O juiz deixou de se manifestar sobre o réu Sebastião José Sousa Júnior, conhecido por 'Tiãozinho', que faleceu durante a instrução processual. Da sentença ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília (DF). Segundo a Secretaria da 3ª Vara, a data do Júri ainda será marcada somente depois de esgotarem-se todas as possibilidades de recurso e se a sentença de pronúncia vier a ser mantida.
Para o MPF, Amaral foi morto no dia 30 de outubro de 2004, ao se encontrar com seus executores. O policial rodoviário, segundo a denúncia, foi rendido mediante uso de arma de fogo, algemado e colocado no assento dianteiro do seu veículo, que passou a ser conduzido por um dos executores até lugar ermo, onde vítima recebeu os tiros que a mataram. Em seguida, o carro, com o corpo dentro, foi abandonado, provavelmente na madrugada do dia 31 de outubro, em frente à Prefeitura de Belém.
(DOL, com informações do MPF-PA)
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