Por volta das 12h do último sábado (15), Antônio Geraldo Gomes do Lago, um pai de família arrendatário de um posto de lava-jato, recebeu a visita de um cliente que lhe devia a quantia de R$ 300. Por ter compromissos a cumprir, ‘Mudo’, como era mais conhecido, recebeu satisfeito o cliente, conhecido por ‘Babica’, mas não imaginava que seriam aqueles seus últimos momentos em vida.
Diante do corpo, no necrotério do Hospital Municipal de Itaituba, Oeste do Estado, dezenas de familiares da vítima não tinham informações mais detalhadas sobre o que houve para acontecer um desfecho tão trágico. O filho de “Mudo” informou que, pelo que ouviu comentar, o pai pediu a um funcionário que fosse até “Babica” receber o dinheiro. Só que, ao tentar receber a quantia, o funcionário teria sido ofendido pelo devedor e teria revidado a agressão verbal. “Aí, ele (‘Babica’) foi lá e matou o ‘pai”, disse o adolescente.
Já um outro homem, que estava no posto de lava-jato no exato momento do assassinato, informou com detalhes como tudo aconteceu. “Esse cara chegou lá em um carro e, na hora que o viu, o ‘Mudo’ falou para a mulher dele: ‘Vai lá buscar a nota que o meu patrão chegou’. Então, o cara disse. ‘Eu estava mesmo atrás de ti’, e puxou o revólver. Ele deu o primeiro tiro e o ‘Mudo’ correu, mas ele atirou de novo e de novo”, relatou, revoltado. “Foi covardia”, complementou.
Ao receber o cliente e ouvir o que seria uma sentença de morte, “Mudo” não teve como se defender. O homem recebeu o primeiro projétil no peito. Em seguida, já sabendo que poderia ser executado, fez uma última tentativa de escapar; virou-se e tentou correr, recebendo mais dois projéteis nas costas. Em menos de dois minutos, Antônio Geraldo já estava morto.
O capitão Pedro, da Polícia Militar, foi acionado via emergência 190 e iniciou as buscas. Mas, até o fechamento desta edição, “Babica” ainda não havia sido localizado. Em princípio, a polícia trabalha com a hipótese de execução sem motivo aparente, já que a vítima era credora e não devedora. O sepultamento de ‘Mudo’ está previsto para acontecer somente quando chegarem outros familiares que estão em cidades diferentes, alguns em Santarém. Mas, em Itaituba, é nítido o clima de revolta e o desejo de vingança entre alguns familiares da vítima.
(Diário do Pará)
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