A ação de duas equipes do Grupo de Pronto Emprego (GPE) da Polícia Civil, comandadas pelo delegado Lúcio Flávio com a colaboração do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Redenção, resultou na prisão de cinco suspeitos de assaltos a banco, além da apreensão de uma metralhadora, uma escopeta calibre 12 e um fuzil com silenciador. Ozivaldo Moraes Lopes, Osmar Filho Rodrigues Santos,João Valdez Pereira Souza, Dinary Neves Ribeiro e Whedescley Carvalho da Costa, conhecido como “Baixinho”, o suposto líder do bando, foram encaminhados ontem a Belém para prestarem depoimento à Delegacia de Repressão a Roubo de Bancos, ligada a DRCO.
Eles foram detidos em um bar, em São Félix do Xingu, no final da tarde de quarta-feira, quando supostamente se articulavam para assaltar dos bancos dessa mesma cidade o dinheiro para pagamento da segunda parcela do 13º salário. Para agirem, estaria faltando recrutar mais quatro pessoas para o bando. “Nós resolvemos agir logo e prendê-los porque não podíamos saber exatamente quando iam assaltar de novo”, alegou Cláudio Galeno, diretor de inteligência da Polícia Civil. Segundo ele, as armas foram encontradas há 65 km dali. Estavam enterradas em uma área indígena, próximo a uma cabana.
“O Pará é duas vezes e meia maior que a França. Temos 144 municípios e muita dificuldade de acesso em muitas localidades. Só é possível realizar operações como essa com integração entre os vários órgãos de segurança pública do Estado”, argumentou Nilton Atayde, delegado-geral da Polícia Civil, que exaltou o papel do serviço de inteligência. O mesmo tom usou o coronel Daniel Mendes, comandante geral da Polícia Militar do Pará. “Quero aqui apenas afirmar que o trabalho integrado tem garantido que, se não conseguimos impedir os assaltos, ao menos tempos conseguido reprimir os assaltantes depois de cometerem o delito”, comemorou.
INTERESTADUAL
O homem conhecido como Baixinho seria o líder da maior quadrilha de roubos a banco do Sul do Pará. As polícias Militar e Civil já teriam conseguido prender oito integrantes desse bando no dia 12/11/2012, dos quais, um seria irmão e outro pai do suposto líder. Como estratégia para dificultar o trabalho de investigação policial, boa parte da quadrilha seria oriunda de outros estados. Após o último assalto a banco com êxito, por exemplo, Baixinho teria lucrado R$ 43 mil e com esse dinheiro teria comprado uma casa na Bahia, seu estado de origem.
“Acreditamos que ainda existam algumas pessoas do bando soltas. Mas, ao todo, nas duas operações, um revólver calibre 38, três armas calibre 12, uma metralhadora e um fuzil foram retirados do submundo, além de 13 pessoas de uma quadrilha. Com isso acreditamos que aquela região terá um pouco de paz por um tempo, embora saibamos que eles não são a única quadrilha”, analisou o delegado-geral. Segundo ele, a polícia continuará trabalhando para que roubos a banco sejam evitados nesse final de ano, em que as agências costumam movimentar bastante dinheiro.
Os suspeitos foram autuados em flagrante por formação de quadrilha. Baixinho já tinha mandado de prisão decretado pelas polícias de Ourilândia e Tucumã e deve ter a saída da prisão dificultada. Por determinação da Delegacia Geral, nenhum dos presos pôde conversar com a imprensa. (Com informações de Edinaldo Sousa, de Marabá)
(Diário do Pará)
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